Vertentes de Mim
  O QUE NÃO ME MATA ME FORTALECE, POIS PARA VIVER, É PRECISO TER CORAGEM PARA MORRER!

Crises são períodos amargos em nossas vidas. Parecem representar a quebra ou interrupação de um equlíbrio confotável, cômodo e trazer sofrimentos, tormentos... Olhar a crise de perto, com outros olhos, talvez os da alma, talvez seja o grande exercício para que encontremos um lado bom nela. O lado bom da crise é o motivo pelo qual ela nos leva a encontrar a coragem de promover mudanças, sobretudo quando necesárias. Quantas vezes algo nos aconteceu, nos parecendo uma tragédia, obrigando-nos a tomar atitudes que transformara um setor de nossa vida para melhor? E hoje, até agradecemos que tenham acontecido! As crises que serão enfrentadas trarão resultados bons ou ruins, dependendo da forma com que encaramos cada uma delas. Uma mesma crise pode produzir efeitos diferentes em duas pessoas. As pedras são, as flores são, as nuvem são. é como se elas tivessem "ser", pois são alguma coisa. Mas não sabem disso. Não se aborrecem, não se alegram, não criticam o chefe ou ao vizinho, nem mesmo têm dor de cotovelo. Somente a criatura humana (um espírito, essêncialmente, porém encarnado- desculpem aos que não concordam) existe conscientemente. Tem consciência do próprio ser. Todos sabemos que somos alguma coisa. Somente nós temos essa condição. Porém, tomar consciência do real e verdadeiro motivo de nossa existência é coisa rara. Em geral temos tempo para consumir, para gostar daquilo que todos gostam, vivendo o que os outros vivem, esquecendo que somos, cada um, um ser que existe individualmente e que deve descobrir-se, autenticar-se. A vida não é lucro. Viver é como uma expressão de aperfeiçoamento pessoal, ainda que, como nossa participação efetiva, colaboremos para que o coletivo também se aperfeiçõe. Viver é como um dom que nos foi dado e, deverá continuar a ser um dom de nós mesmos. A conformação com um tipo de prazer habitua a criatura humana ao desinteresse, ao imediatismo, e o distrai das exigências de sua abertura em busca da satisfação verdadeira de ordem naturalmente superior à uma busca pura e simples do prazer. O prazer pode trazer a satisfação de uma necessidade, mas o plano da vida humana não se reduz ao estritamente necessário. Perseguindo-se o prazer efêmero, experimenta-se- não sejamos hipócritas de negar- alegria toda vez que são alcançados, considerando esses momentos como felicidade inclusive, que, no entanto, não correspondem ao sentido profundo de que ela se reveste, e poucos, além de não experimentarem, parecem nem estar preparados.Penso, logo sou, li num livro. É que o pensamento revela a existência do homem a si mesmo. E ele quem começa a livrá-lo de doque lhe amarra em sua vida efêmera, embora pareça confortável. A interpretação equivocada da vida é que parece nos conduzir à buscas irreais, que perdem, inclusive, o significado quando se alteram os fatores que constituem a cada uma de nossas vidas; o que é um tanto salutar, pois nossa visão, em determinada época da existência, muda completamente em outro período. Vivemos num mundo, e cercados de pessoas (sendo uma delas, muitas vezes, inclusive), em que a visão das pessoas está marcada pela busca de resultados imediatos. Viciados por demais em nossaos critérios, através dos quais realizamos os nossos juízos de valor, fechamo-nos em nosso mundo particular, defendendo-o com unhas e dentes de quem tentar se aproximar. E muitos são os que existem e podem colaborar em nos ensinar a sentir e viver outras experiências. É preciso coragem. "Viver é ter coragem de morrer", aprendi num encontro em Franca, aos 18 anos de idade, em 1996. Morrer como ser obrigado a desligar-se de tudo aquilo que nos fixamos nesta vida, que nos acomoda, que nos impede ao novo. Quando buscamos não nos fixar à essas coisas, na medida em que as transformamos, renascemos com nossa própria obra. Sempre. Capacidades de superar as dificulades, tragédias, dramas pessoais, todos temos, eu acredito. Mesmo as pessoas consideradas frágeis e de baixa energia interior, muitas vezes têm um botão de reação finalmente ligado quando surpreendidas por uma grande dificuldade. Sim, podemos ser salvos pela crise. Nietzsche (é assim que se escreve, será?), o autor da frase que intitula este texto- e pelo assunto que abordo, é fácil de perceber que não é à toa que ela está aqui-, acreditava na capacidade que o homem tem de dar a volta por cima. Ele também achava que essa capacidade não era para todos. Disso, discordo sobremaneira. Mas, o que concordo com Nietzsche é a idéia que ele nos legou sobre a vontade de poder, ou de dar poder à vontade. Com a frase acima, entendo que possuímos o poder de superar nossas fraquezas e nossas dificuldades. E o incômodo que sentimos em manter as fraquezas, diante das diiculdades é que parecem acionar o gatilho que dispara esse poder à vontade de mudar. Eu mesmo já escrevi muitas vezes sobre isso. A força está em nós. E, temos exemplos aos milhares por aí.

Escrito por Ivan às 20:17:24
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