Vertentes de Mim
  POST INÉDITO!

ACABARAM AS REPUBLICAÇÕES!!!

O PRIMEIRO TEXTO INÉDITO DO SEGUNDO ANO, TIVE QUE COLOCAR NO OUTRO BLOG POR CAUSA DO ESPAÇO QUE O UOL ME DISPONIBILIZA NESTE!

TALVEZ VALHA A PENA VOCÊS IREM LÁ...

HTTP://UMCASAL.BLOGSPOT.COM

 



Escrito por Ivan às 18:45:17
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ABRIL DE 2006 À ABRIL DE 2007

Não sei o dia, porque perdi meus primeiros posts e não registrei a data. Mas foi em abril de 2005 que estreei este blog. Ou seja, estou fazendo dois anos com ele no ar. Claro que um ano é suficiente para acontecer muita coisa. E quanto aconteceu... A maior parte do que aconteceu ficou velada, nas palavras expressas, nos vários posts que passearam por aqui.

Tenho satisfação por conseguir manter um número razoável de pessoas visitando aqui (pouco mais de 800 visitas por mês), porque meu blog é de textos, com uma visão inilateral da vida. Descobri que escrever é uma forma de reafirmar e registrar o que pensamos num época.

Neste segundo ano, algumas pessoas deixaram de vir aqui, o que não significa necessariametne que deixei de visitar seus blogs. Outros blogs tiveram seus fins decretados por seus blogueiros e, destes, felizmente, alguns criaram outros blogs. Entretanto, novos leitores apareceram e, destes, vários mantém-se fiéis, interagindo, inclusive com os textos que escrevo.

Inspirei algumas pessoas a criarem seus blogs e, alguns, estão indo muito bem. Outros, ficaram no meio do caminho, infelizmente, pelo potencial "desperdiçado" daqueles a quem estimulei. Muitas pessoas me enviaram/enviam e-mails ao invés de comentar aqui, e acho válido. Outros me adicionaram/adicionam no msn e , on-line se revelam leitores entusiastas de meu blog.

Na minha vida pessoal, muita coisa aconteceu, de fato. Não costumo partilhar disso aqui, tão claramente no blog. As más coisas, pouco detalho, salvo raras exceções. As boas, exploro mais, porque compartilhar sentimentos de alegria é o que falta a gente fazer, não é?

Em abril, separei, pela segunda vez, da mesma pessoa. E, semanas depois, soubemos que ela iria ter outro bebê. E o Mateus nasceu. O Pedro Henrique, personagem real deste blog em momentos especiais, desenvolveu um carinho e alegria pelo irmão menor e mais uma vez foi me ensinando valores, na inocência natural de quem é criança.

Depois de me separar, descobri de outra maneira uma pessoa que eu já conhecia. Por força de algumas circunstâncias, tentei evitar levar à cabo qualquer investida, embora eu jamais tenha escondido à Koly meus sentimentos por ela. No entanto, ela ia desenvolvendo sentimentos semelhantes por mim, mais discretamente, embora desse sinais de reciprocidade. E o inevitável aconteceu. Koly é hoje uma pessoa a quem divido uma experência ímpar em minha vida, o que, em meio aos muitos tormentos que vivo na atualidade, enche de júbilo uma parte de meu coração há muito por mim negada. E, se não detalhei antes, é poque eu estava republicando textos...

Voltei a morar na casa de minha mãe, vejo pouco meus filhos, cometi um erro grave na empresa onde trabalho, mudei de horário e hoje tenho um caminho muito grande pela frente para reconquistar uma razoável confiança da chefia de meu setor. Até criei outro blog (http://umcasal.blogspot.com)!

Enfim, foram muitas coisas. Mas, o que não mudou foi o carinho que recebo neste humilde blog. Também não mudou meu interesse por ele e por vocês. E, por tudo o que fui capaz de compartilhar neste segundo ano, é que agradeço a oportunidade de ter vocês comigo, visitantes leitores. Que eu continue digno de suas visitas por mais um ano em que pretendo compartilhar mais vertentes de mim com vocês.

 



Escrito por Ivan às 13:27:33
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  REPUBLICAÇÃO 10- REVISADA, SEM GRANDES DETALHES, UMA AUTOBIOGRAFIA EM DOIS POSTS (PORQUE O ESPAÇO DISPONÍVEL É CURTO)

 

 

continuação... (ver post anterior)

Aos 19 anos, um grande amigo da época (nós temos grandes amigos de época, sim- são os que tomam outros rumos na vida e você perde contato), veio em minha casa dizendo que uma empresa prestadora de serviços à Telefonica (na época, Telesp) precisava de alguém para trabalhar numa de suas centrais. Não era preciso experiência e fui tentar. Consegui o emprego e, minha vida deu uma reviravolta na. Passei a ganhar o equivalente a 5 salários mínimos da época- embora o valor tenha se mantido por tanto tempo, que, quando saí de lá, o salário mínimo era quse o que eu ganhava. Isso era muito para quem estava acostumado com tão pouco. Alugamos uma casa melhor, comprei melhores mobílias, eletrodomésticos e outras coisas aos poucos para minha casa. Sempre achei que, apesar dos problemas graves com minha mãe, eu lhe devia um agradecimento, em respeito ao fato de ela não ter abandonado seus filhos.

Foi nessa época, ainda aos 19 anos, que entrei numa loja para comprar roupas, pela primeira vez, com o meu dinheiro. Comprei meu primeiro aparelho de som (eu tinha um radinho antigo, apenas), sem cds, ainda. É impressionante como o dinheiro pode nos dar a falsa impressão de auto estima. E comigo não foi diferente. Por isso, melhorei o naipe de garotas com as quais saía. Talvez para esquecer os dois grandes encantos de que já falei. Mas uma vida assim cansa. Pensei que tinha de melhorar isso e me tornar um homem mais responsável. Todo mundo me cobrava isso. Decidi, então, namorar pela primeira vez, com a primeira pessoa que demosntrasse grande interesse por mim, um interesse sincero, baseado na sinceridade e respeito.

Conheci uma moça (ela prefere que eu não diga o nome dela), um anos mais nova, com algumas conflitos evidentes. Mas, muito sensível, de bom coração. Nossas histórias de vida se pareciam um pouco. Me apeguei, e achei que era o amor de minha vida. Minha visão sobre o amor, na época difere muito da que tenho hoje- hoje percebo que eu era somente um paternalista arrogante e prepotente. Minha mãe, ciumenta, a detestava e ela, à minha mãe. Mais tarde, devido à acontecimentos cheios de detalhes, nos vimos, eu e a namorada em situações semelhantes. Eu, desempregado, fora de casa (eu havia me desentendido mais sério do que as outras vezes com minha mãe e irmã, e, por isso, fui "convidado" a ir embora), ela, idem e idem. Morávamos, cada um, na casa de amigos. Depois de cinco meses, ela conseguiu um emprego e eu outro, três meses depois. Namorávamos há três anos, agora empregados (juntando os dois salários, dava uns três salários mínimos), ela sem ter onde ficar e eu também. Analisamos a situação e, dadas as circunstâncias, nada mais natural que a conclusão de juntar o que tínhamos e tentar a vida juntos. Ainda mais com tantos amigos ajudando.

E ajudando muito. Depois de escolhida a casa para alugar, quase não precisamos comprar nada para o início da nova vida. Jovens que sempre fomos, saíamos. Numa noite em que viemos de um show, levemente embriagados, sem noção de responsabilidade, resolvemos comemorar a noite. Dessa vez, não nos prevenimos e o resultado, nove meses depois, foi o aparecimento, à esse mundo, da criaturazinha pela qual tenho mais ternura neste mundo. Um ano depois, me descasei. Resolvi me descasar e é difícil dizer porque, e talvez escreva um dia. Só não o faço por aqui, porque será uma visão particular e não quero incomodar a mãe do Pedro Henrique em seus sentimentos.

(só quero abrir o parênteses para dizer que a mãe de meu filho é uma pessoa bacana, de bom coração; ótima mãe, e tenho certeza, dará, com minha participação, a melhor educação que lhe for possível aos pequenos; ela não vivemos em guerra- sim, meninos, porque depois, numa tentativa de retorno à relação, por invilgilãncia, ela ficou grávida de novo, o que soubemos só depois de termo-nos separado de novo, dessa vez, definitivamente).

Hoje, passo por uma reformulação mental. Renovando conceitos. Sofrendo emocionalmente o peso dos erros que cometi, comigo e com as pessoas que se relacionaram comigo. Meu trabalho no movimento espírita ainda é um grande móvel à minhas reflexões. Sou o responsável pelos estudos no meu grupo de estudos de jovens. Também sou responsável pela secretaria doutrinária do departamento de mocidades espíritas de nove cidades na minha região. Trabalho voluntário, realizado com responsabilidade e muito gosto. Pretendo fazer pedagogia um dia. Não tenho profissão. Não sou formado em nada. Me formar em algo nunca foi prioridade, em detrimento de coisas mais urgentes.

Ah, onde a Koly entra nisso? Bom, nos conhecemos há uns dois anos. Começamos a nos descobrir há uns dez meses. E, consumamos nossa sintonia (post de 22/03 e http://kolyasas.zip.net, ou post de 08/03 em http://umcasal.blogspot.com, por exemplo) há poucas semans, embora a sensação intensa de que faz mais tempo. Dela, já falei muito. Hoje, só digo que tusdo o que já escrevi sobre ela é verdadeiro e a intensidade dos sentimentos expostos só cresceu.



Escrito por Ivan às 21:27:45
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  REPUBLICAÇÃO 10- REVISADA, SEM GRANDES DETALHES, UMA AUTOBIOGRAFIA EM DOIS POSTS (PORQUE O ESPAÇO DISPONÍVEL É CURTO)

 

Atendendo à pedidos de alguns, satisfazendo a curiosidade de outros, parafraseando Drummond e, principalmente, registrar alguma coisa escrita, que seja, num dia sem inspiração.

Nasci no dia 21 de dezembro de 1977. A cidade se chama Paulista, região dA Grande Recife. Tios, tias e alguns primos meus nasceram em Pernambuco. família muito carente. Antes de mim, 27 de dezembro de 1976 nascera outra criança que morreu com com três meses de idade e minha mãe quase nunca fala disso.

Eu tinha 1 ano e 7 meses quando vim para São Vicente. Minha mãe, muito jovem (nasceu em 1958) soubera que outra mulher estava grávida de meu pai e veio para cá, morar com sua avó (minha bisa) e tentar a vida. Sempre tive muitas complicações de saúde nessa fase. Meses depois, meus pai veio para cá também e, com minha mãe, reatou a relação. Não sei o que aconteceu com a mulher que ficara grávida. Meu pai, trabalhador, é homem calmo, não mexe com ninguém, apesar de forte. Minha mãe, uma mulher sofrida demais, abandonada antes dos sete anos, mal sabe ler ou escrever. Estressada por natureza, dificílima de se conviver, mas muito guerreira e a pessoa mais honesta e confiável que conheço.

Minha irmã seguite nasceu em 1980 e, em 1985, duas outras, gêmeas, numa época em que o casamento de meus pais já estava saturado e meu pai, para ir morar com outra mulher, abandonou minha mãe e seus filhos (eu e meus irmãos). Uma das gêmeas desencarnou após completar um ano, de meningite. Minha mãe surtava. Não se desgarrou dos filhos. Morávamos aqui e ali, ou passávamos noites nas ruas, esmolando por aí, sendo isso muito comum por alguns anos. Eu, muito cedo, saia por aí recolhendo ferro velho para conseguir uma graninha. Minha mãe, tentava um trabalho doméstico.

Quando eu tinha uns doze anos, minha mãe arranjou um emprego de faxieira de um prédio e podia pagar aluguel. Fiz catecismo nessa época. Era uma criança reprimida. Minha mãe, por medo, não deixava me relacionar com as crianças da rua. Tudo me era proibido. Quando consegui meu primeiro emprego oficial, ganhando o salário mínimo, aos 14, começo a extravasar contra a reprimenda, em forma de rebeldia, própria de adolescente vindo de família emocionalmente desestruturada. Minha mãe ainda tentava manter-me sob controle e essa situação dava palco à verdadeiros embates entre ela e eu. Nunca nos damos bem mesmo!

Aos 14, conheci um grupo de jovens espíritas (estou naquele grupo até hoje, ainda que tenha sobrado apenas eu daquela época), o que foi outra ofensa para minha mãe. Também conhecia grupos budistas, grupos gnósticos, participei de coral dos mórmons, visitei centros de ocultimo e li todos os livros do Paulo Coelho e revistas Planeta da época. E começa meu interesse por músicas. Filmes, somente os da tv, que eu nunca tive dinheiro para um cinema.

Mas a situação em casa não era fácil (depois da separação de meus pais, só fui usar uma peça de roupa nova nos meus 19 anos, quando consegui um outro emprego). Minhas brigas com mamãe, minhas dissensões familiares, a minha rebeldia para o mundo contribuía para o péssimo clima, mesmo com toda minha dedicação aos esclarecedores estudos nos inúmeros grupos de estudos espíritas que participava. Só hoje entendeo assim!

Nunca andei com pessoas de mal, sempre as evitei. Mas já experimentei a embriaguez e alguns efeitos de drogas. Nessa época, tinha vergonha de minhas condições. Tinha um par de sapatos, que usava para ir à escola. Conseguia um ou outro programinha com meninas, mas aquelas com dois neurônios, em situação mental deplorável e que via em mim um rapaz bonito e inteligente, pela qual as garotas se admiram na adolescência.

Aos dezessete, meu primeiro e verdadeiro encanto com uma garota. No ano seguinte, o segundo verdadeiro encanto. Nada tive com nenhuma das duas, pela vergonha da vida que levava, pela família que tinha, pela baixa estima, fruto da mais exagerada e impercetível carência! O que, de alguma forma, me preenchia um pouco o vazio, era meu trabalho no movimento espírita, onde, apesar de ser capaz das palestras mais esclarecedoras, não percebia a necessidade de achar uma forma de aplicar aquilo em minha vida. Mas a perda dos dois primeiros encantos de minha vida me fez refletir e querer acertar, definitivamente. Tentei de um modo que, à época, para mim, era a melhor alternativa. Errei novamente, como muitas vezes errara, acumulando um sem número de comprometimentos.

continua...



Escrito por Ivan às 21:01:05
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BRASIL, Sudeste, SAO VICENTE, PARQUE PRAINHA, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Música, Cinema e vídeo, teatro, leituras, passeios
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