Vertentes de Mim
 

Não me lembro o dia, mas sei que foi em abril de 2005 que comecei este blog. Por que está perto, e porque no ano passado deu certo, vou usar esse período que falta para republicar alguns textos. Os que mais gosto, ou os que receberam mais elogios. Em abril, um post especial de aniversário. Até lá, vamos ver o que andei pensando por aí e compartilhando com vocês.

O texto abaixo foi escrito em outubro de 2005. Sempre que escrevi sobre o Pedro Henrique, meu filho, hoje com 4 anos, foi grande sucesso. Tanto que eu quase me tornei um coadjuvante aqui, he he he! Para saber mais dessa criaturinha, leiam ver posts dos dias 01/10/06, 13/05/05, 16/04/05, 20/04/05, 17/05/05, 24/05/05, 13/06/05, 24/05/05, 13/06/05, 01/08/05, 14/10/05 31/10/05 (com foto), 10/01/06, 09/05/06 , 07/07/06, 23/10/2006 e 04/01/2007

REFLEXÕES INSPIRADAS NUM EPISÓDIO REAL!

Ontem, numa chuva chata, após a saída do Centro (todos os domingos eu vou ao grupo de mocidades), estava com meu filhão (Pedro Henrique, este aí de cima, quase três anos de idade e, desconfio, hiperativo, he he he), quando um homem bêbado se aproximava. Em poucos segundos minhas lembranças foram acionadas, do tempo em que eu temia homens bêbados. Talvez porque, desde criança, minha mãe, tias e os mais velhos me ensinaram a evitar pessoas neste estado, como se fossem elas desprezíveis. Então, sempre tive medo de bêbados em minha infância.

Fui interrompido em meus pensamentos pelo Pedro Henrique perguntado "papai, quê ito?" (o mesmo que: "papai, o que é isto?" ou "quem é este?"). E enquanto eu respondia a ele que era um moço que estava com um problema, o homem bêbado parou (estava bem vestido e parecia ter um pouco mais de 40 anos) e perguntou o nome de meu filho e ele respondeu: "Pêdo Eíque". O homem parecia espantado com o fato de eu não ter afastado o Pedro Henrique dele e disse que se chamava Alberto. Pediu um abraço ao meu filho. O Pedro Henrique abriu os braços e o sr. Alberto o levantou em seu peito. Pareceu emocionado quando meu filho encostou a cabecinha em seu ombro. Confesso que fiquei desconcertado com aquela cena, eu não estava interessado em solidariedade com aquele homem e fique, de fato, um tanto incomodado com a cena.

A chuva continuava e precisávamos ir. Meu filho se despediu do sr. Alberto e ficou ali parado, pensativo enquanto íamos nos distanciando dele. Ainda dava para ouvir ele dizer coisas como "Meu Deus, como Tu é bom...", "Meu deus, que coisa mais maravilhosa me aconteceu, que criança linda". Quando já distante, gritou um obrigado para mim e resolveu seguir caminho.

Adoro a Parábola do Semeador contada por Jesus onde ele nos ensina a importância de semear a Boa Nova, levando consolo aos aflitos (que, aliás, é o que ele sempre fez e faz a nossos corações aflitos) e todos temos condições de fazê-lo, dentro de nossas próprias condições. Porém, é preciso também que cultivemos boa terra em nossos corações, para que, quando ouvirmos qualquer Boa Nova, ela frutifique. Pensei nisso e na relação com meu filho. Afinal, ser pai é semear e ser semeado, já que ontem, aprendi, mais uma vez o significado das palavras de Jesus quando diz que precisamos ser como as crianças...

Quantas sementes vocês acham que o homem tem o direito de possuir, para desperdiçá-las plantando a esmo? Suponha que seu pai fosse obcecado por ter filhos, não importasse de qual mulher, nem o amor que sentisse por ela. A única coisa que lhe importava era o seu objetivo: ter um filho homem, a quem daria o seu nome. Suponha ainda que seu pai estivesse tão cego para os seus objetivos que nunca traçou um plano ou escolheu onde iria colocar sua semente. Jogava-a na primeira mulher que ele julgava amar. Suponha que todas essas mulhers fossem estéreis. Depois de tantas tentativas frustradas, ele abandonaria todas e perderia o sonho de ter um filho.

Vocês conseguem perceber- se é que minha percepção está certa- a importância da terra? Que Deus me ajude a ganhar cada vez mais serenidade para que eu não desperdice as sementes que me chegam para o plantio no coração de meu filho e que eu possa me abrir às sementes que, porventura meu filho carrega para plantar em meu coração.

 

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Escrito por Ivan às 17:50:48
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  REPUBLICAÇÃO 3

 
Não me lembro o dia, mas sei que foi em abril de 2005 que comecei este blog. Por que está perto, e porque no ano passado deu certo, vou usar esse período que falta para republicar alguns textos. Os que mais gosto, ou os que receberam mais elogios. Em abril, um post especial de aniversário. Até lá, vamos ver o que andei pensando por aí e compartilhando com vocês.
 
Quando eu publiquei o post anterior pela primeira vez, em junho de 2006, publiquei o texto abaixo logo em seguida, espantado que eu estava com a repercussão daquele. 

TENTANDO DOMINAR AS PALAVRAS

Recebi muitos elogios por e-mails, msn e comentários aqui no blog por causa de meu último texto! Me vali da síntese de um pensamento meu- ou seja, um texto unilateral-, com palavras nem tão fáceis assim, he he he; e ainda assim, a repercussão foi tanta, que me sinto de ego massageado.

A dificuldade em escrever está na frieza das palavras. As palavras, por si só não têm sentimentos, quando isoladas. Precisam ser bem combinadas. Quando escrevo, na maioria das vezes escrevo uma vez somente. Não tenho o hábito de fazer  rascunhos e nem de guardar textos para publicar, a não ser quando a necessidade exige. Sento em frente ao computador e escrevo. Me sinto mais sincero e autêntico assim (é um sentimento pessoal, e nada tenho contra os que fazem diferentes).

Falar é mais difícil que escrever, porque, numa conversa ao vivo, as possibilidades de nos desnudarmos é muito maior. O brilho nos olhos, os lábios trêmulos, a gagueira da tensão, os trejeitos, os gestos das mãos, o desvio de olhares, etc.; tudo contribui para que sejamos descobertos, ou pelo menos desconfiados, em nossas emoções. E gosto mais de falar e ouvir falar, que escrever ou ler.

Mas escrevo porque gosto. E nem faço isso tão bem assim. E faço muito isso no blog porque descobri uma forma de trocar impressões e informações edificantes. Os blogs que visito frequentemente me trazem essas emoções, cada qual em seu estilo- e m entretenho tanto nos escritos de vocês, companheiros de blogsfera. Aliás, se eu juntar os últimos comentários, com certeza monto um post lindíssimo. Pelo carinho que recebo aqui, mesmo quando não concordam, o respeito por vocês, através do que escrevo é o mínimo que devo. Por isso, na hora de escrever, atento para alguns itens tão importantes quanto outros que sei, devo exercitar na hora de falar.

Verificar o que dou com minhas palavras. Automaticamente (como qualquer mortal) transfiro estados de alma para aqueles que me lêm. Não é por escrever palavras selecionadas, ou construir frases caprichadas que colherei entendimento. Mesmo que minha gramática seja corretíssima, é preciso que eu me atente nos sentimentos que vou impregnar nela. Como nossa palavras está carregada de nosso próprio espírito ou alma, injetamos nela os nossos sentimentos a todos aqueles que tem contato com o que escrevemos. pode ser um sentimento de desejo de melhoria, ou de tristeza ou de alegria.

Me esforço por analisar o que escrevo. Essa relação que estabeleço com vocês é como uma doação de uma parte de mim. Meus escritos são pequenos traços do que carrego, ou esforço-me por carregar em meu coração. Algumas outras coisas que escrevo podem ser somente o que ainda almejo, mas a identificação com o que penso e sinto se mantém- não é assim com vocês também? Emmanuel diz que cada frase é semente viva. Pelas palavras influenciamos, mesmo que indiretamente.

Proponho que estudemos nossas palavras, cada vez mais, para entendermos sua importância na Vida. O diálogo é como um agente que expõe nosso mundo íntimo. A palavra é como o espelho que nos reflete a personalidade. Carregada de sentimentos, que sejam sempre sinceras e, imbuídas nas boas intenções, possam cada vez mais estreitar nossas relações com as outras pessoas e seus mundos, compartilhando mistérios, belezas e afetos.

 

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Escrito por Ivan às 14:10:06
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