Vertentes de Mim
  DOIS POSTS CURTOS

O PRIMEIRO refere-se às respostas à alguns comentários deixados por vocês ou e-mails enviados para mim, por conta dos dois últimos textos.

Eu não disse que a história aconteceu comigo. Nem o contrário. Só disse que a contaria em primeira pessoa.

Sim, a pessoa homenageada leu. Ela sempre lê qualquer coisa que eu escrevo, mesmo as bobagens. E, sim, ela me disse que adorou cada palavra.

No fim do conto (ou crônica?) fica evidente que a Koly, a quem homenageio, me encanta sim.

Também acredito que exista uma memória no coração.

Alguns tiveram a impressão de que tudo foi real? Eu não disse que não foi. E nem o contrário.

Sim, as descrições de "sorriso e olhar" são minhas. Não copiei de lugar algum. Embora eu goste de muitos blogs contendo muitas trasncrições, não é um hábito meu fazê-lo.

Não, não me considero um romântico. Ao menos que eu não saiba bem o que é isso e o seja sem saber.

Não, eu não estou tentando me convencer de que não existiram pensamentos em segundas intenções.

Sim, o reencontro acontecerá logo. E as despedidas, nem sempre são breves...

Não, não peço que torçam pela gente. Koly e eu somos amigos. Não namoramos, e embora tenhamos certa intimidade, nunca "fiquei" com ela em festa ou balada qualquer. Os lábios dela jamais tocaram os meus, e vice versa. E, em nenhum momento eu disse isso.

E obrigado pelo carinho de todos e todos os comentários. E pelos exageros quando chamaram os posts de perfeitos, reais e encantadores. Até porque, a Koly, por inspirá-los, é quem merece os elogios ( ela está voltando com seu blog http://kolyasas.zip.net)

 

O SEGUNDO refere-se à uma corrente que a Nanda (www.comoassim.blogger.com.br) me enviou. Ela me considera um filósofo (quem dera) e por isso quer saber cinco coisas que me irritam. Dentre as centenas, é difícl escolher, mas vou listar as cinco primeiras que me vem à cabeça.

Pessoas que não mantém o que dizem, sem ter uma explicação convincente ou comovente. Eu sempre acreditei que temos total controle sobre aquilo o que não falamos. Mas, se falamos, geramos uma responsabilidade. Sei que sou rigoroso com isso, e às vezes me excedo (o que estou tentando melhorar). E me irrito mesmo com um compromisso assumido e não cumprido. Volubilidade, nas pessoas, me irritam antes de eu compreender a causa, muitas vezes.

Atrasos e esperas. Se tiver uma explicação que eu possa rebater, então, é pior. Algumas pessoas parecem não ter noção de tempo. Não entendem que tem que sair uma hora a menos, que devem considerar a espera do ônibus, ou o horário do trânsito, ou o itnerário, etc. Eu, raramente me atraso ou deixo esperar. Se têm algo pendente alguém e esse alguém diz algo como "na segunda te ligo", é provável que eu nem o procure mais, na terça, se não me ligou. A menos que sua explicação seja convivcente. Mas ele tem que me ligar para explicar, na maior parte das vezes.

Ser acusado que não fiz ou não sou. Algumas pessoas se importam pouco. Mas eu não. E, quanto mais próximas forem as pessoas, mais peso negativo tem para mim tais acusações. Minha intolerância é tanta, que, numa situação assim, procuro o acusador e insisto numa conversa, onde só paro quando eu sentir que ele entendeu meus pontos de vista. Não precisa concordar, mas ouvir e entender o que penso. E não adianta ele querer escapar.

Ser tirado de meu sossego. Sabe quando você está vendo um filme e alguém bate à sua porta para um visita inesperada?- aliás, visitas inesperadas me desagradam muito também. Ou quando você tá lendo um livro e aparece alguém que quer "jogar conversa fora" com você? Ou quando você está vendo aquele dvd que você adora, mas pedem para você abaixar um pouquinho e ficam conversando? Pois é, é desse tipo de sossego que falo. Algumas vezes faço coisas sozinho, passo um tempo comigo mesmo. E, quando sou incomodado sem prévio aviso e sem grande necessidade, me irrito.

Gente ciumenta. Eu até entendo esse comportamento. Mas só racionalmente. Me faltam elementos emocionais para tolerar por muito tempo esse comportamento. Tento manter a compostura e mudar o rumo da conversa. Se sou ciumento? Não, já até escrevi sobre isso aqui (em 22/07/05). Não tenho ciúmes de amigos, parentes, mulheres, das minhas coisas, etc, etc. A menos que eu não saiba direito o que é isso.

Bom, é isso!

Agora, passo a tarefa para a Carla Calliope, a Yvonne, o Maucir, a Kall e LHNCR!

Visitem meu outro blog: http://umcasal.blogspot.com



Escrito por Ivan às 15:02:38
[] [envie esta mensagem] []


 
 

CONTINUAÇÃO DO CONTO (CRÔNICA) ANTERIOR

O (BOM) DIA SEGUINTE- Porque esteera o dia combinado. Porque muito da saudade teria de ser amortizada nele. Então, peguei a condução e fui buscá-la para nosso dia combinado. Por que, como eu já alertei antes, nada é por acaso. E, aqui, o que ficou combinado foi o encontro de duas almas. Sem comprometimento. Sem décimas intenções (nem nonas, oitavas ou sétimas). Dizer que ela estava linda seria escrever o óbvio, e não quis obviedades aqui neste conto (crônica?), embora seja muito óbvio todo o sentimento que envolve tudo isso aqui. Mas, de óbvio, é só isso o que eu quero.

ENTRADA DO PORTO- "Eu poderia ficar o dia todo aqui", ela disse. E eu pensei em dizer que eu seria capaz de ficar o dia todo, olhando ela sorrir, olhando ela olhar, ou mesmo ela dormir. Preferi não dizer. Nada de frases feitas. Nada de constrangimenos. Os barcos iam e vinham e as balsas também. E os navios chegavam e saíam. E eu pensava em dizer que ela não sai da memória de meu coração. Não disse mais uma vez. Não era falta de coragem. Era... preciso. Ela não conhecia o local. Parece ter gostado. Ou não diria o que disse. Tocamos o passeio em frente.

MUNDO SUBMARINO- Nem estava no roteiro. Passávamos pelo Aquário. "Sim, vamos lá" disse ela. Eu atendi, como não? O mundo marinho é fascinante. Guarda o silêncio na superfície, e nela esconde a vida e agitação que lhe pulsa internamente. Como o mundo dos humanos. O quanto pulsa vida dentro de nós. Memos que por alguém. Que mundo encantado é esse que habita nela e que, quando se expressa (num sorriso, num olhar, numa palavra, num trejeito que seja), preenche de encanto inexplicável minhas emoções, muitas delas escondidas sob as superfícies das aparências que escolho mostrar? Diante de tal questionamento, o passeio no Aquário acabou. Hora de almoçar. Hora de tomar sorvete.

SHOPPING E ALMOÇO- Porque o corpo também precisa ser alimentado, já que eu estava me nutrindo do encanto dela. E meu coração, se vazio, feliz por sorrir com a sua presença. Desde o primeiro momento em que nos vimos, o toque e o abraço estavam liberados. Sem restrições, já que existe a confiança e a certeza de que não haverá exagero. A comida era boa. E a conversa, que correu solta, tanto melhor. A comida alimantou o corpo. A conversa, troca de carícias pelo verbo, alimenta sempre a alma, no caso do encontro de duas, como foi esse.

SHOPPING E SORVETE- Não porque era calor (aliás, em que shopping faz calor?). Nem porque esse sorvete é o melhor da cidade que conheço. Mas porque, simplesmente ela gosta de sorvete. Eu também. Havia também um recomeço de energias para que continuássemos o passeio. E, pór mais um tempo conversamos. E pude gostar, outras vezes, do sorriso dela, do olhar dela, assim de frente, me encantando com intensamente.

pausa 6- SE A PAIXÃO FOSSE REALMENTE UM BÁLSAMO...Quem disse que ela é perfeita? Quem não tem conflitos internos? Que não tem dúvidas que lhe tiram o sono? Que não adota comportamentos repreensíveis, por vezes, como todo mundo? Quem disse que eu aprovo tudo nela? Essa pausa é para deixar claro que minhas emoções sabem seu devido lugar. Que não sou mais uma pessoa de hormônios excessivamente descontrolados. E nem estou tendo delírios de paixão. O que estou querendo dizer é que, tais sentimentos e emoções experimentadas, pelo simples fato de ela existir e ser assim, tão carinhosa, existem e são estímulos para eu contar esta história.

UM POUCO DE CAMINHADA- E mais um sorvete, logo adiante. Antes, uma pinacoteca, em frente à praia, com um quadro curioso onde um pé parece mudar de posição enquanto andamos de um lado à outro dele. Intrigante as técnica de perspectiva usada. Porque não conheço, achei formidável. Um monitor simpático deu a dica. Depois do outro sorvete (este, aquém do que ela merece ter na boca), pausa no calçadão da praia. E a oportunidade de tê-la, deitada no meu colo, envolta pelos meus braços. Outras oportunidades já houveram para tanto. Mas, quando ocorre de novo, ainda parece ser a primeira e redentora vez.

EMISSÁRIO- Forte corrente de ar. Uma massa de muitos pedregulhos. Uma paisagem magnífica é possível ver e sentir no Emissário Submarino. Ali, ela também seria capaz de passar o dia todo. Eu consenti. E guardei, de novo, o que eu pensei em falar. Ela falava, ela ria, ela gargalhava, contava histórias. Ela me ouvia. Tudo no mundo parecia se resumir naquele momento. Como pode alguém ter o poder de nos fazer parecer que o mundo, a história, as emoções se resumem a apenas um momento? Que poder hipnótico é esse que nos mostra uma realidade possível, mas difícil de acreditar que existe?

NO CINEMA- Foi no dia seguinte. Um programa extra, já que não estava programado. Jantar rápido para não perdermos a sessão. Não pensem que o escurinho do cinema foi momento propício para a consumação da paixão. Eu já disse que nada houve de comprometedor. Saímos tarde de lá. E tarde a deixei para ir e, quem sabe, voltar a vê-la ainda no dia seguinte. Não houveram "sonhos de amor". Mas um agradecimento, quase em prece, pelo carinho dela. pela solicitude dela. Por ela permitir que eu experimentasse momentos lindos. Por ela respeitar o que carrego aqui dentro.

DESPEDIDA- Nem tudo é para sempre. E assim é com nossas despedidas. Finitas. 

Koly, obrigado por seu carinho, sua atenção e seu respeito! É mais do que mereço! Que você se lembre de agradecer aos céus pelas oportunidades, mesmo que sejam ásperas ou dificultosas, cabendo a sua parte ser engedrada com a satisfação de quem luta para alcançar seus propósitos. >  E, embora eu não seja digno de exclusividade, que, em uma ou outra noite em que deitar sua cabecinha no travesseiro para agradecer, lembre que aqui tem uma pessoa que muitas vezes pensa em você.E que, a partir de hoje, tranformará alguns desses pensamentos em oração, como que enviando uma vibração extra de carinho.
 
 


Escrito por Ivan às 10:12:25
[] [envie esta mensagem] []


 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]  
 
 



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO VICENTE, PARQUE PRAINHA, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Música, Cinema e vídeo, teatro, leituras, passeios
MSN - ivanildojosedaluzfilho@hotmail.com


HISTÓRICO



OUTROS SITES
 Callianteia
 UOL - O melhor conteúdo
 Luz de Luma
 Mas, hein?
 1000 imagens
 Idade da Pedra
 Espelho Feminino
 Teatro da mMente
 Esperando o Dia Amanhecer
 Jardim dos Girassóis
 Nas Estrelinhas
 Eu E Os Outros Eus
 Minha Lua
 Sammy In Sampa
 Nós Por Nós
 Gira Mundo, Gira Eu Girassol (Lidiane)
 LHNCR
 Loira Em Fuga
 Paula Dandolini
 Cá Entre Nós (Gui)
 De Ponta cabeça (Christiani Rodrigues)
 Palavras 1 (Patty)
 Vivendo Um Dia De Cada Vez (Advi "Morena" Catarina)
 Bonequinho de Luxo (Cristiano Contriras)
 Estátua da Fonte (Andressa Pacheco)
 Laço do Infinito (Tathiana)
 Uivos da Loba (Loba)
 Amar- Ela (Daniela Mann)
 Sem Grilo (Vivian)
 Sola Sol 3 (Karin)
 Heart's Place (Drika)
 Blogue da Magui (Magui)
 Páginas Viradas (Samara)
 Blogando Idéias (Joseane)
 (Maria Bonita)
 Koly Asas (Koly)


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para meu blog!