Vertentes de Mim
 

Não, nunca fui contista. Nem cronista. Já escrevi algumas crônicas, sim, para algumas atividades de estudos, ou redações. Contos também, mas a maioria deles que fiz, fiz oralmente. O que segue abaixo é a tentativa de um conto- ou crônica?. E uma homenagem. Mas é um conto (crônica?) à minha maneira, se é que posso ousar a tanto- e, tanto melhor que seja em primeira pessoa. E homenagens, sempre as fazemos de forma pessoal, não é? Pois, que seja, um conto-homenagem. Um conto à minha ousada maneira (sim, porque nem sei que regras tem a língua portuguesa para tal) para homenagear, de forma pessoal, à alguém que, talvez eu conte, mas que provavelmente vai se ver, logo que ler. Se ler!

O QUE FICA (do que o coração guardou, não só porque às vezes ele tenta ser poético, mas porque ele parece ter memória e registra, nela, os momentos inesquecíveis).

O ENCONTRO FORA PREVISTO- Porque nos conhecemos, porque nos falávamos, porque nos gostávamos... porque nos gostamos. E nada há de comprometedor nisso. E nada há de terceiras intenções nisso. E nada há de desrespeito. Existem duas almas que se viram. Que se sorriram. Que se viveram uns momentos- todos descomprometedores na prática, mas não sei no sentimento, se é que os sentimentos comprometem. Eu me encantei. Eu me rendi à um encanto, mas só tempos tempos depois. Me declarei portador dele, logo que soube. O porte, como é de se adivinhar, foi desproposital, inconsciente. Eu nem queria, aliás, evitaria se pudesse, ou se soubesse como. O que foi feito de mim, depois do encanto, somente eu saberia dizer o que passei a sentir, se me fosse possível encontrar as palavras certas. Sem talento como sou para escrever, e pouco conhecedor das palavras, que também sou, não encontrei- ao menos ainda- essas palavras certas para dizê-las.

O ENCONTRO FOI COMBINADO- Porque o acaso não existe. Porque a distância entre as duas almas não existe. O que existe são circunstâncias. E porque o acaso não existe, não por acaso nos conhecemos. Nem por acaso nos vimos, nos gostamos, nos sorrimos. E nem por acaso eu quis de novo, mais olhares, mais sorrisos. Era simples. Um dia. Um dia inteiro. Um dia numa vida inteira. Um dia para se lembrar a vida inteira.

O DIA PRÉVIO- Ela chegaria. Eu a recepcionaria. A princípio, pela manhã. Como contratempos, parecem estar contra o tempo que organizamos para nossas vidas- talvez por isso se chamem assim-, a expectativa é grande. A minha, confesso. Mas se confesso, não é para evidenciar um sinal de fragilidade. Mas de expectativa mesmo. De ansiedade. A ansiedade do desejo, sem comprometimento, de revê-la. De olhá-la. De gostá-la assim, de perto. De abraçá-la, não mais em votos, nem mais em prece, nem mais em sonhos, nem mais e memória.

A CHEGADA- Porque a espera valeu a pena. Porque eu sabia que ela vinha. Porque ela veio? A necessidade do descanso. Não pensem que foi por minha causa. Ao menos, não somente. Embora ela não tenha me dito. Embora eu não tenha perguntado. Se que precisava de descanso. Por isso, ao chegar, eu tinha que, rapidamente, levá-la onde se hospedaria- afinal era tarde, noite avançada e nos veríamos, no outro dia. Mas, antes disso, e também porque seria inevitável, houveram os olhares, o gostar de perto, o abraço, os sorrisos- que merecem comentários à parte, além do encanto.

pausa 1- O GOSTAR- Ninguém explica. E nem vou explicar. Mas o verbo parece ter um sentido restrito nos dias de hoje. Gostar parece ser pouco. Mas, penso que não. Gostar estar intimamente ligado ao que somos por dentro. E, gostar é involuntário. Mesmo que, no início não pareça, e evitamos, se for o caso de gostar, acabaremos gostando. Sem possibilidade de volta. É, não dá para explicar porque e nem o quanto gosto dela. Mas é o sentimento que fica.

pausa 2- O OLHAR- Porque cada olhar é único, para uns. Se é o mesmo para a maioria, é porque, talvez a maioria não goste de quem olha, ou o gostar, para essa maioria tem sentido restrito. Por ser único, o dela também não é igual a nenhum olhar. E o que fica, na memória de meu coração- pois que inventei a memória do coração, se não existia- dentre tantos olhares que conheço e conheci, é o dela. Não um olhar em momento especial. Mas um olhar de que, quando olha, somente ela poderia fazê-lo. Sei o que é isso, porque gosto.

pausa 3- O SORRISO- Como ocorre com o olhar, o sorriso é único. Como acontece com o olhar, temos vários sorrisos. Mas sempre há um, o que parece imprimir-se na lembrança. O dela é inesquecível. E, também o sei, é inevitável. E que me importa que para alguns, pareça somente um sorriso como outro qualquer. Para mim, se fosse como qualquer outro, como a memória do coração o locarizaria dentre tantos sorriso, para lembrá-lo, com a frenquencia com que lembra?

pausa 4- O ABRAÇO- O encontro entre duas almas em comunhão de sentimentos, que em dado momento, podem se tocar. Ok, a comunhão não é assim tão de duas vias. Mas, um pouco de imaginação nem faria algum mal, não é?

pausa 5- O ENCANTO- porque o dicionário diz que a palavra designa a pessoa que agrada muito, tendo o poder de nos maravilhar, por suas particularidades. Então, o carinho dela agrada. O sorriso dela agrada. O abraço dela agrada. O gostar dela agrada. Lembrar de tudo isso e do olhar dela, também agrada. Talvez, por tudo isso, ela seja um encanto!

BOA NOITE- Era preciso. Então, foi o que desejei a ela. Para que tivéssemos um bom dia. Por isso fui, para voltar depois.

CONTINUA...

 

VISITEM O OUTRO BLOG: HTTP://UMCASAL.BLOGSPOT.COM. Tem texto novo lá também!



Escrito por Ivan às 15:15:27
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ATENDENDO À PEDIDOS...

Pedro Henrique fará 4 anos no dia 11 deste mês. Aqui, ele aparece com um robôzinho que veio junto de um lanche do Mac Donald's. Ele jura que é um robô do Power Rangers e brinca com ele todos os dias. Ah, e ainda diz que é o Ranger Vermelho, porque é o líder.

 

O Pedro Henrique tem um carinho muito grande pelo Mateus, seu irmão (fará três meses no dia 18). Eu até já escrevi sobre isso neste blog. Aqui, minha mãe ajuda o Pedro Henrique a segurar o irmãozinho numa das inúmeras vezes que ele solicita pegar o Mateus.

 

Aqui um close do Mateus. parece até que ele estava olhando para a cêmera. Se ele for gostar de tirar fotos que nem o irmão, terei dois filhos modelos. Beleza para isso eles têm, não têm? Filhinho de peixe, peixinho é, já diz o ditado! 

 

"Eu tenho o poder" dizia ele enquanto tirava essa foto. Reparem o brinquedo na mãozinha dele. Meu filho acha mesmo que pode ser da Super Patrulha Delta, uma das equipes do Power Rangers. Ele gosta mesmo de posar!

 

 

Esse é o Caio, o padrinho. Todos sabem que sou espírita, mas minha mãe ficaria tão feliz se eu permitisse que ela o batizasse. Tanto que ficou. E o Caio merece a homenagem do convite. Os dois se gostam bastante.

 

A mamãe. Devo muito à ela. E nunca agradeci. Aliás, temos tantas pendências cármicas entre nós. Mas ela tem valores que percebi muito recentemente. No 1º dia do ano, o meu primeiro poema foi em homenagem à ela quenão sabe! Talvez eu mostre aqui um dia.

 

Aqui o Mateus dá um leve sorriso, quase que posando para foto, he he he! Olha a pancinha, que é semlehante à do irmão. Puxou a mim que, além de me esforçar por manter o desenvolvimento dos tríceps e bíceps, também mantenho vigoroso o meu panceps.

 

Eu e o primogênito. Ele nem sabe ainda, mas só por ter nascido mudou tanta coisa em mim. E alguns já percebem.

 

Os Três Bons Companheiros. Espero que seja sempre assim: na saúde e na doença, nas alegrias e nas tristezas, nas conquistas e nas derrotas, para o que vier, para o que tiver de ser, nas oportunidades de toda a nossa vida juntos. Agora, imaginem só, três pedaços de mau caminho que nem esses, passeando no calçadão... Que mulher resistirá? Ó dúvida sem resposta!

 

Com a avó num momento de muita intimidade. Minha mãe não gosta de tirar fotos. E quando tira, nunca olha para a câmera.

 

No dia seguinte ao batizado, o Pedro Henrique queria festa. E queria que cantasse parabéns. Toda a festa tem de ser assim para ele. Tudo bem então. Esse sorriso foi registrado pela câmera, mas na minha memória tem milhares de outros deliciosos de lembrar.

 

Minha irmã Elisangela. Meu filho adora ela, aliás, ama ela, como ele mesmo diz. E ela merece muitas felicidades.

 

Momento raro! Eu com a família que cresci. Minha irmã Márcia, três anos mais nova (eu tenho 29), mãos nos ombros de mamãe, que segura o Mateus incomodando com a luz. Minha outra irmã segura o Pedro Henrique no colo. E eu... bom, vocês estão vendo...

 

Aqui, o Mateus, devidamente vestido para não acharem que este é um blog de fotos apelativas e sensuais, he he he!

 

Para saber mais do pedro Henrique, é só ver os posts do dia , 13/05/05, 16/04/05, 20/04/05, 17/05/05, 24/05/05, 13/06/05, 24/05/05, 13/06/05, 01/08/05, 14/10/05 31/10/05 (com foto), 10/01/06 e 09/05/06, 07/07/06, 01/10/06 e 23/10/06.

No blog http://rascunhodaalma.blogspot.com está meu texto de ano novo. É que dei o exto de presente à carol, autora do blog. Se quiserem me prestigiar, fiquem à vontade.

Também um outro texto de ano novo, dessa vez, escrito à seis mãos e de forma inusitada, no http://umcasal.blogspot.com, meu outro blog, em conjunto com a Lelinha.

ESTE BLOG NÃO ESTÁ SENDO DESATIVADO!

A idéia de republicar textos é um repeteco do que fiz no início de 2006. Assim, os novos leitores conhecem um pouco do histórico emocional do Vertentes de Mim e os leitores antigos relembram as partilhas emocionais que fui honrado a fazer.

Um agradecimento todo especial a todos vocês, por conta de todo o carinho que tenho recebido neste blog. Que neste ano possa eu continuar a me fazer digno de toda essa bênção!



Escrito por Ivan às 13:34:02
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BRASIL, Sudeste, SAO VICENTE, PARQUE PRAINHA, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Música, Cinema e vídeo, teatro, leituras, passeios
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