Vertentes de Mim
 

QUEM PENSOU QUE PEDRO HENRIQUE IGNORARIA O MATEUS... (ver post anterior, para saber do que falo...)

Quarta-feira, dia 18, às 20:30, eu acabara de conhecer o Mateus, que há poucas horas tinha nascido. Liguei para meu outro filho, o Pedro Henrique (ver posts do dia 01/10, 13/05/05, 16/04/05, 20/04/05, 17/05/05, 24/05/05, 13/06/05, 24/05/05, 13/06/05, 01/08/05, 14/10/05 31/10/05 (com foto), 10/01/06 e 09/05/06 e 07/07/06 para saber mais dessa pequena criatura de quase quatro anos), que estava na casa de minha mãe e lhe dei a notícia. Ele gritou para avó: "Vó, meu imãozinho nasceu e tá cum a minha mamãe no hopital". Estava alegre, deu para eu notar.

Três dias depois, Mateus chega em casa com a mãe. Minha mãe leva o Pedro Henrique depois. Não vi a cena do encontro dos dois. Mas, quando lá cheguei Pedro Henrique disse: "Papai, meu imãozinho chegou do hopital, veja". Vale lembrar que todos tinham receio de que ele fosse ficar com ciúmes, etc. Por isso, sua mãe e eu o preparamos durante a gestação do Mateus, tentando lhe dizer que ele jamais perderia seu lugar em nossos corações, mas que seu irmãozinho iria dividir esse espaço com ele. também dizíamos a ele o quanto seria bom, no futuro, dividir esses espaço. E, embora alguns não acreditassem (minh mãe e uma das minhas irmãs, por exemplo, chegam ao absurdo de ter ciúmes do Mateus), o Pedro Henrique parece que entendeu o recado e, nesses primeiros dias nos ensinou várias lições:

Eu estava cozinhando uma macarronada e o Pedro Henrique, como sempre faz, pegou dois fios crus de macarrão. Um, ele dizia, era para o irmãozinho.

Quando a mãe disse que ia dar banho no Mateus, o Pedro Henrique insistiu em ajudar. E qual não foi nossa surpresa em ver a expressão de satisfação que ele fez quando a mãe deixava ele passar o sabonete nas costas do irmãozinho. Terminado o banho, ele dava a toalha, a fralda, a roupinha e ainda fazia questão de passar perfume na roupinha "prá fica teroso".

"Papai, posso pegá uma banana?", perguntou ele. Aliás, ele adora frutas. Quando veio, trouxe duas. Eu disse: "Você é guloso, hein filho?". Ele disse: "uma banana é para o meu imaozinho". Eu expliquei que o Mateus não comia, ele insistia. Então, tive que ser mais paciente e explicar os pingos nos "is".

De madrugada, o Mateus começou a chorar. Daí ele balançou a mãe dizendo: "Mamãe, o meu imaozinho tá chorando. Acóda pra pegá ele do berço". Pois é, ele tá cuidando do irmão. Pela manhã, o Mateus começa a chorar de novo. O Pedro Henrique acorda a mãe de novo, e ela explica que ele deve estar com fome. "Então, pega ele logo pá dá peito pá ele, mãe, que ele tá chorando", ordenou ele à mãe.

Como sabem, o Pedro Henrique tem paizão pelos dvds do Chaves e Chapolin. No início de cada dvd tem uma vinheta muito barulhenta. daí, sem que ninguém peça, agora, quando ele vai colocar um desses cds, ele deixa o som abaixado até passar a vinheta. Daí ele aumenta o som. "É pá num assustá meu imãozinho", diz ele!

Aliás, quando ele dá um grito- daqueles gritos normais de qualquer criança de três anos, quase quatro- e percebe que o Mateus está perto, disfarça, faz de conta que nada aconteceu, he he he. E, quando algum de nós fala mais alto ele é enfático: "Shshshshs".

Quando o Mateus está no berço e acorda (ele passa a mior parte do tempo dormindo), O Pedro Henrique corre logo para saber o que aconteceu. Ontem, atendi seu pedido para pegar o irmãozinho no colo. Poucas vezes vi uma expressão de tamanh ternura no rostinho do Pedro Henrique. Eu segurava o Mateus para que o Pedro Henrique não soltasse, e admirava o pequeno espetáculo.

Fora que, o Pedro Henrique faz carinho, beija a mãozinha do Mateus, quer que ele tome um pouco de seu suco, ou brinque com seus carrinhos.

Bom, esses são alguns dos episódios que me lembro. Eles vêem bem a calhar para fazer a todos lembrar que uma criança precisa se sentir querida. Eu e sua mãe jamais faremos o Pedro Henrique perder uma parcela do lugar em nossos corações. Estamos tentanto fazer ele entender que é nosso parceiro. Ele fica contente em poder "ajudar a cuidar" do irmãozinho. E nós, contentes em saber que ele se preocupa. Tentamos fazer o Pedro Henrique entender quo seu irmãozinho é dependente, inclusive, dos cuidados dele. Foi difícil, mas agora ele entende que o Mateus não pode falar, não pode andar, não sabe brincar ainda. Mas, se ele se dedicar ao irmãozinho, da mesma forma que sua mãe e eu nos dedicamos a ele, logo logo eles poderão correr pela casa, um com o outro, construindo uma bela relação. Pelo que já vi, o Pedro Henrique vai continuar me surpreedendo. E eu, aprendendo com ele o valor da ternura e da sensibilidade na fraternidade.

Que assim seja!

 

Vou continuar o esforço por responder aos comentários. Os comentários passados já respondi.

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Escrito por Ivan às 15:24:50
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BEM VINDO AO MUNDO MATEUS!

Acredito que os hospitais são lugares abençoados. Afinal, queiram ou não, a idéia de existência deles é de grande beleza: manter a vida, a qualquer custo, promovendo-a, inclusive, se possível. Funcionários, mesmo desgosotosos com os ganhos, as condições de trabalho ou de pouco fraternos, ainda assim, trabalham, mesmo que mecanicamente, a fim de atingir esse princípio fundamental. Afinal, que melhor razão de existir tem a medicina se não a de servir à vida?

No entanto, desde pequenos, somos acostumados (ou educados) a ver a dor única e exclusivamente como algo negativo. Também crescemos com a idéia de que o hospital é somente um local de sofrimento, e não, também um local de alívio. Não queremos ir ao médico, temos medos de injeções, medo do gosto ruim dos remédios, etc. como se a dor fosse para ser sentida, até as últimas consequências. Já fui voluntário em hospitais e sei um pouco do que estou falando. Sei também que muitos médicos não tratam seus pacientes com a humanidade e fraternidade consoladora que a profissão, considerando sua ética, exige. Mas a vida, o maior de todos os bens que temos, de qualquer forma, tem sempre seu direito resguardado.

O local mais mágico de um hospital é a maternidade. Lá não há sofrimento- as mães que se recuperam de cesáreas ou as crinças prematuras, não valem, já que estes acontecimentos hoje, não se traduzem em grande perigos-, salvo algumas exeções.

A primeira vez que estive num maternidade, pelo que eu me lembre, foi quando o Pedro Henrique nasceu (conheça-o, se quiser, há dois posts atrás). Ele ficou no hospital uma semana e eu voltava lá todo dia, de manhã e à noite. O hospital era enorme e o caminho até a maternidade, no terceiro andar, era um labirinto só. Nos corredores, era comum ver pacientes sendo carregados pelos enfermeiros, evidenciando sempre, por suas expressões, o sofrimento que experimentavam. Parentes experavam aflitos a hora da visita e, não raro, víamos enfermeiros e médicos correndos apreensivos. Mas a sala de espera da maternidade era diferente. A movimentação era de ansiedade, mas a ansiedade era de alegria.

Quando eu passava pela porta da maternidade, o clima mudava. O som mudava. O som, embora fosse de choros de recém-nascidos, era como uma ode à vida. Havia melhor disposição entre as enfermeiras e, embora algumas mães demonstrassem as frontes de muito cansaço, o clima era de paz e a espera, com a vontade de ir para casa, resignada.

Amigos, se um de vocês nunca entrou numa maternidade, deviam, para sentir o que eu jamais conseguirei descrever aqui com palavras. O sentimento me movia, inclusive, a olhar todos os outros bebês. A fragilidade que desperta ternura. O pequeno tamanho que evidencia os grandes caprichos da vida. A razão do choro, único meio que tem de se comunicar. Obrigam-nos a aprender sobre o carinho, sobre o cuidado, sobre a mansuetude. Ensinam-nos como é poder se dedicar a alguém, e, assim, agradecermos nossos pais por terem se dedicado. Bebês são assim. Têm mesmo algo mágico, que transcende a compreensão, como que exalando vida pelos poros.

Ontem, voltei à maternidade. Voltei porque, Mateus, o irmãozinho esperado pelo Pedro Henrique, nasceu, às 11:35hs. Ele passa muito bem. Já suga o peito que é uma beleza, faz cocô pelos outros três bebês que estão no mesmo quarto e ainda por cima é calminho, calminho. Vai ver será o fundador de uma ordem de monges espíritas. Nasceu com três quilos e seiscentos gramas e cinquenta e um centímetros (um semi jumbinho, não é?). Suas feições lembram o Pedro Henrique, mas seus cabelos são pretos. Os olhos, ainda não deu para ver direito, que ele quase não abre o olho, tamanha é a disposição que ele tem para dormir.

Sua mãe também passa bem- claro que estou considerando a cesárea- e deverão, os dois, sairem amanhã do hospital. Sei o que escrevi em 4 de maio deste ano a respeito dessa gravidez (sua mãe e eu estamos ainda na mesma situação), no entanto, sei que  devo reunir esforços para que eu cumpra, também com esta pequena vida, o que já tenho me esforçado em cumprir com o o Pedro Henrique, conforme já expus em 7 de julho, onde termindo dizendo: Que eu possa, com minha busca, compreender cada vez mais que, para ser pai, são necessários profundos dotes de carinho e afeto, à frente desse compromisso onde deve brilhar o dom do equilíbrio emocional.

Abençoado seja você Mateus, em mais uma oprtunidade reencarnatória. Seja muito bem vindo, mais uma vez, a este mundo!

 

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Escrito por Ivan às 14:48:27
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TALVEZ, UM DESABAFO

Em certos momentos da vida, temos a impressão de sermos tomados pela inutilidade íntima, questionando os objetivos de nossa existência, como se nada do que vivemos parecesse não fazer sentido. Nos damos conta do quanto sofremos com as perdas, e, numa atitude incosciente de autoproteção, concentramos nossa atenção nesse lado, que parece ser o mais cruel da vida: o lado das perdas.

Aliás, as perdas se iniciam logo que saímos do útero, perdendo seu aconchego, sua proteção. Nesse raciocínio, os menos otimistas podem concluir que começamos nossa vida em perdas e na perda continuamos. No entanto- e é o que parece um paradoxo- sempre que perdemos algo, outras possibilidades nos surgem. Ganhamos, por exemplo, os braços do mundo quando perdemos o aconchego do útero. E assim vamos, perdendo, seguindo a ganhar o novo enquanto experiência.

Perdemos a i.ocência da infância, e com isso vamos ganhando a capacidade de questionar, abrindo as portas para o novo mundo que nos vai se descortinando. Fechamos janelas e as deixamos para trás. Isso, na realidade resume o crescimento.

Perder alguns direitos e conquistar outros fazem parte desse processo. Perdemos o direito de chorar bem alto quando algo nos é tomado. Perdemos o direito de falar tudo o que queremos, sem o medo de ser reprimido. Nasce o receio de dar risadas escandalosas (meu filho dá ums deliciosas de ouvir). Tememos comentar o quanto nossa tia engordou. Vamos crescendo e aprendemos que nem sempre podemos ser tão sinceros. E, de tanto ganhar- peso, pelos, altura, o mundo; e receios, e medos, e vazios- chegamos aos pontos de conflitos, e o mundo nos parece inadequados aos nosso sonhos. E sonhamos tanto...! Até cairmos na real. E, quando caímos na real, tememos a luta pelo esforço de nos tornarmos equilibrados, contidos, ponderados. Chegamos ao absurdo gravíssimo de perdermos nossa espontaneidade.

Neste momento nos cobramos a utilização do raciocínio, a razão acima de tudo, sob a justificativa de que o que nos diferencia do animal é a capacidade de organizar nossas ações de forma lógica e racionalmente planejada. Ganhmaos um carro novo, uma compania, um diploma. O passo que perdemos o direito de gargalhar, andar descalço, tomar banho de chuva, lamber os dedos.... Não tascamos mais aquele beijo estalado em quem gostamos, mas apertamos as mãos de todos. Ganhamos novos amigos assim, um novo emprego, um novo salário, honrarias, e até mesmo a chave da cidade....

E assim, ganhamos tempo enquanto envelhecemos.

E percebemos que ganhamos rugas, umas dores, estrias, celulite, aquela barriga, o brilho no olhar, esquecemos os sonhos, deixamos de sorrir, perdemos a esperança... Estamos envelhencendo, e compreendemos que as perdas fazem parte, muitas vezes sem nos dar conta que o sol continua brilhando. Portanto, que façamos uma oração à nós mesmos.

Que cresçamos sem envelhecer simplesmente! Que tenhamos as dores nas costas, mas procuremos quem nos massageie! Que tenhamos rugas e boas lembranças! Que tenhamos juízo, mas cultivemos o humor e um pouco de ousadia! Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos!

Afinal, o que é o tempo que temos nessa vida? Nada em relação com nossa grande e individual missão, que é a busca pelo conhecimento de nós mesmos, num exercício de cada mais estabelecer o contanto com o que de mais divino temos dentro de nós, e, consequentemente, irradiar toda a luz que descobrimos, na certeza de que os outros também possume sua luz a nos iluminar por vezes que estamos na escuridão.

E que missão!

 

Volto com a campanha CONHEÇAM A ROSA. Acessem: http://marcas.vida.zip.net.

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Companheiros leitores, me desculpem a ausência. Estou de volta. E jamais esqueci desse espaço e de você, podem acreditar!

Obs.: Apartir deste post, vou me esforçar por responder ao menos a maioria dos comentários. Portanto, não esqueçam dessa informação. Creio ser esse um ato de recisprocidade à todo carinho e respeito que recebo de vocês, dignos e estimados leitores de meu singelo blog!



Escrito por Ivan às 12:41:27
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BRASIL, Sudeste, SAO VICENTE, PARQUE PRAINHA, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Música, Cinema e vídeo, teatro, leituras, passeios
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