Vertentes de Mim
 

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Por quê, além de refletir, às vezes também posso filosofar.

A reflexão feita em nossa vida, considerando seus aspectos, tanto os de fora quanto os de dentro, se sincera, pode nos auxiliar a olhar com melhor clareza, profundidade e abrangência as características das ações que devemos tomar. O exercício de refletir tem, sem dúvida, um caráter teórico. Entretanto, me parece que toda a reflexão só tem significado se ela emerge da prática, pois a reflexão analisa e fundamenta a prática e a prática parece voltar à teoria, como se a refoçasse ou a atualizasse.

Tal olhar crítico me parece fundamental para que caminhemos com mais segurança rumo ao que queremos conseguir em nossas vidas, sejam essas conquistas as que moram fora, como, e principalmente, as que conquistas que devem morar dentro de nós. Esse processo me parece facilitar nosso desembaraço de alguns entraves, descobrindo novas alternativas para melhorar nossas ações.

Eu sei que teoria e prática não são a mesma coisa, mas pensem um pouco e me digam se não são dois elementos indissociáveis de um único processo? Amenos que eu esteja enganado, sem o recurso da teoria, não podemos falar em uma prática coerente e consistente. E é no cotidiano dessas práticas que vamos construindo nossas vidas. Aliás, para construir seja lá o que for, necessitamos averiaguar as bases teóricas que poderão ou não fundamentar o projeto, mesmo que esse seja o projeto de nossas vidas. No dicionário aprendemos que projetar é lanaçar para a diante, obra a realizar, ou intento. Assim, ao organizarmos os projetos de nossas vidas (ou, ao reorganizarmos nossas vidas), planejamos algo que temos intenção de realizar, olhando para adiante, lançando-nos para frente! projetar-se é como se relacionar com o futuro, começar a fazê-lo, inclusive, transformando o presente. Trata-se de uma experiência que vivemos diariamente em nossas vidas, embora, muitas vezes a vivemos ao sabor de qualquer coisa fora de nós, sem ligação direta com o que tanto queremos ou precisamos.

O presente é o momento único de realização e experiência. Ele traz consigo o passado enquanto memória e vida incorporada e traz o futuro como enquanto vida projetada. Isso tudo ajuda a garantir a significação do processo histórico de nossas vidas, individual ou coletiva. Se o futuro, então, é organizado no momento em que vivemos, nosso desafio está na organização de sua construção. Pensemos então em nossas vidas, para considerar a real situação em que ela se encontra (em alguns momentos eu escrevi sobre isso aqui, como os quatro posts anteriores), confrontando o que temos com o que queremos e precisamos construir nela.

Afnal, quando se projeta algo, tem-se sempre um ideal em mente. Se o que idelaizamos é algo desejável e necessário (e esse sentimento varia de indivíduo para indivíduo), mas que aind anão existe, é necessário justificar o "ainda não"- isso evita que fantasiemos demais nosso futuro, já que o que ainda não é, pode vir a ser. E é na análise do que é já é real em nossas vidas que poderemos determinar as possibilidades de realização de algo ainda ideal.  Aliás, o possível é algo qua ainda não se encontra pronto, e muitas vezes ele está escondido dentro do impossível (como escreveu Drummond). Ou seja, construir o possível muitas vezes significa explorar os limites, mas no sentido de reduzí-los, eas alternativas de ação, no sentido ampliá-las.

Por isso, é preciso a reflexão sincera. Para melhor nos projetarmos na vida, devemos considerar criticamente, com calreza, profundidade e abrangência os limites das possibilidades, definindo os princípios norteadores da ação, determinando o que queremos conseguir, estabelecendo caminhos e etapas para as nossas ações e avaliando continuamente o processo e os resultados. Tudo isso deve ainda contar  com a esperança, que deve sempre contar com a incerteza (quando tenho ceteza absoluta, não preciso da esperança), e por isso devemos aliar a esperança à ação, ao empenho para a construção de nossas vidas. Por essa esta razão, não devemos nos referir à esperança com a idéia de uma atitude de espera, como nos colocamos em tantas situações.

Não se trata de esperar por uma vida melhor. Mas de, utilizando os recursos de que já dispomos e outros que vamos adquirindo, planejar melhor e caminhar desde já o esforço na busca de uma direção competente de nossas vidas.

 

Obs.1: a Koly, finalmente atualizou seu blog. Finalmente! http://kolyasas.zip.net.

Obs. 2: eu continuo a colaborar no www.caanduvanarede.com.

Obs. 3: este texto é inspirado numas conclusões que tive durante uma discussão há muitos anos atrás. Sem a inspiração para escrever algo novo e interessante, avaliei algumas anotações e criei este texto.



Escrito por Ivan às 13:21:37
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A PRETENSIOSA EXPLICAÇÃO PARA OS DOIS POSTS ANTERIORES!

Estava, agora há pouco, lendo o texto de retorno da Sammy (http://sammyinsampa.zip.net) que dá alguns subsídios reais e, coincidentemente, embasam a atividade introspectiva que criei no ano passado, por conta de um encontro ocorrido em São Paulo. Essa atividade já foi aplicada por mim 9 vezes, em nove cidades diferentes, passando, inclusive por algumas alterações.

Começo fazendo uma pequena palestra sobre o orgulho, mas, principalmente, sobre como ele se manifesta e sua ligação com nossas aflições ou vícios morais que carregamos. Depois, toco a música O Vencedor, dos Los Hermanos, e distribuo uma cópia da letra a cada integrante presente no grupo. A letra da música servirá de consulta para todo o resto da atividade, pois ela resume o que se deve descobrir com ela, pois ninguém, na prática, e cada um em intensidade diferente, está apartado do que ela descreve!

Depois, peço que todos relaxem, ficando, na sala, à vontade, olhos fechado de preferência. Toco algumas músicas para fazer o fundo. Nada melancólico ou sintetizado, como algumas músicas new age. A música tem de ser orgâncica, instrumental ou não. Gosto de usar, por exemplo, Massive Attack, Cocteau Twins ou As menos conhecidas do Pink Floyd. É importante que a música não seja assim tão conhecida, para que as pessoas não dispersem da atividade.

Todos à vontade, lanço o desafio e, caprichando na entonação da voz, bem como no respeito à pontuação de cada frase, vou fazendo as questões (ver posts anteriores) para que sejam respondidas intimamente. Por isso, entre uma questão e outra para alguns segundos, que para cada integrante internalizar a questão. A resposta é pessoal, mas mexe no lado emotivo, cada vez que as perguntas avançam.

No fim do questionamento, pouco mais de quinze minutos depois, distribuo alguns moldes de máscaras recortados em papel cartão e espalho no centro da sala alguns materiais para pintura, como lápis, canetas, giz de cera, etc., peço a todos que confeccione suas máscaras (leia o texto da Sammy, proposto no início deste post), com as cores que quiserem. Essa parte é extremamente sileciosa e, durante ela, toco músicas, que precisam ser vigorosas, como por exemplo T.N.T. For The Brain ou The Eyes Of Truth, do Enigma.

No fim, dou meu depoimento de vida, no sentido de compartilhar das coisas que mais me afligem e moram na minha intimidade, sentimentos que carrego e que me impedem de viver uma vida mais autêntica. E, depois, a atividade é livre para que os integrantes falaem, caso queiram. É preciso ter coragem para vencer as amarras do orgulho (mais uma vez, lembro da Sammy) e, se entre um depoimento e outro rolar um silêncio, não há problema. É importante não constranger. É importante não apontar. É um momento de partilha.

Para quem não fala, ou para os momentos de silêncio, faço perceber que são momentos em que o orgulho pesa demais em nossos ombros. Para os que falam, há alívio e a percepção de que não é uma aberração no mundo, por carregar sentimentos negativos. Sentem o alívio imediato e se comprazem no  sentimento do outro, sentido a compaixão alheia. Identificar as mazelas que carregamos e que nos impedem de avançar é um passo que simulo na atividade de questionamentos. Admitir que elas são nossas é um outro passo, e simulo isso na confecção das m´scaras, para que percebamos o quanto é importante não ignorarmos essa parte que grita em nós, pedidno resoluções pessoais. Compartilha, ou sej, verbalizar, é a simulação do esforço na coragem de se abrir, ser mais autêntico. Ao término de cada depoimento, o depoente é convidado, num ato de simulação, destruir a máscara que simboliza aquilo que tanto lhe aflige, jogando-a no lixo e todos batem palmas, como uma maneira de incentivo à sua coragem

Termino a atividade falando dos valores positivos que carregamos e que tanto nos fazem acertar. O quanto temos vontade de abraçar com vontade, ou dizer bom dia com sinceridade, ou mesmo cuidar de alguém que se gosta? Muitas vezes, não é mesmo? Pois então, essas disposições virtuosas moram no mesmo coração que grita, agride, é indiferente. E que, quando Jesus pediu que mostrássemos a outra face, deve ter falado dessa que nos faz tão bem, e aos outros e que, com certeza, já possuímos. Depois, distribuo a letra e toco a música Caçador de Mim, do Milton Nascimento.

Bom, em rápidas palavras, é esse o sentido dos dois posts anteriores. Tenho vinte e oito anos e, desde meus quinze, me dedico às pesuisas na área doutrinária do movimento espírita. Há três anos e meio, desde que meu filho nasceu, me dedico mais aos estudos relacionados à pedagogia do afeto e às emoções humanas. Por isso, gosto tanto de escrever sobre o assunto. A todos, meus agradecimentos pelo carinho tão especial que cada um dispensa à esse blog e dispensou à prosposta dos textos.



Escrito por Ivan às 17:06:47
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BRASIL, Sudeste, SAO VICENTE, PARQUE PRAINHA, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Música, Cinema e vídeo, teatro, leituras, passeios
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