Vertentes de Mim
 

Os dois últimos textos, embora um tanto densos, trouxeram uma boa repercussão. Inclusive por parte de leitoras novos, cujos respectivos blogs são minhas recentes descobertas no mundo da net. Cada qual com grande imparidade. Alguns até dissecaram um pouquinho outros textos anteriores por aqui. Fico contente com tudo isso e agradeço o carinho de todos.

Mas, não quero falar de nada que seja denso hoje. É clima de Copa, o Brasil ganhou ( escrevi no MSN: "E daí?  Importantes são os três pontos! E a previsibilidade da vitória! Mas que torço para melhorar, ah, se torço!") e nem tô muito inspirado. Mas vou falar de um hábito icorrigível que tenho, o de escutar músicas. Tenho paixão por tal atividade.

Quando estou em casa, revejo meus dvds (sim, Dilberto, eu compro alguns, e sempre de shows, nunca de filmes, a menos que seja algum "seleto" documentário, e de preferência sobre músicas, mas, deixo claro, adoro alugar filmes) e, se souber as letras, vou cantando junto. Mas, normalmente estou com meu discman. O que tenho atualmente, foi um presente que me permiti dar, por isso custou um bom dinheiro. Tenho pilhas recarregáveis, para que não fique sem bateria. E ouço vários cds no disc man.

Quanto às minhas predileções, são inúmeras. Muito rock e música alternativa. E algumas outras vertentes também. Aliás, Vertentes foi o nome da única banda que tive. Eu era o vocalista. Uma vez, indo aos ensaios, prestes a atravessar uma linha férrea, quase sou atropelado pelo trem, tão absorto que, a pé, eu estava ouvindo uma versão ao vivo de Perfect Strangers, do Deep Purple. Outro dia, nem notei nada ao redor quando eu estava ouvindo Since I'll Be Loving You. Quem já ouviu essa música do Led Zeppelin vai entender um pouquinho o que estou dizendo.

Aliás, como a música pode nos causar tantas sensações, mesmo que sua letra seja num idioma que não entendemos. A primeira vez que oouvi a terceira parte de The Gates Of Delirium foi amor à primeira vista. Uma rádio local sempre tocava bem cedinho e, de fato, a música parece a anunciação do tranquilo amanhecer. Eu não sabia o nome do grupo, nem nada. E nem sabia que aquela era só a parte de uma música de mais de 20 minutos. Descobri ela inteira bem mais tarde, quando eu estava conhecendo o Yes, a melhor banda que já vi e ouvi (ao vivo e a cores) tocar. O Yes surgiu no fim dos anos 60 e ainda continua na ativa. A música em questão é a primeira que lembro quando me perguntam as minhas músicas preferidas. Uma curiosida é que o tecladista que gravou esse disco, Patrick Moraz, chegou a tocar com uma banda de rock alternativo brasileira chamada Vínama, cujos integrantes eram Lobão, Lulu Santos e (pasmem!) Richie!

Música para mim é também informação. Leio os encartes de discos, as fichas técnicas e entrevistas que posso. Mas, o mais importante é a sensação que ela pode causar. E, às vezes causa cada uma... Há uns dez anos atrás, no fim de minha adolescência, me apaixonei por uma moça que era vidrada pelo Sampa Crew (pois é, é verdade!), em especial uma música deles. E não é que eu tinha aletra de cor e registrada em meu caderno? Nem lembro que música era, mas, quando tocava eu gostava da sensação de ouvir, embora ela, como toda música do grupo, fosse muito ruim.

É... faz tempo que não cito minhas audições musicais por aqui. E nem os últimos filmes que assisti. Talvez eu fale deles no próximo post. Quanto às músicas, adquiri os dois últimos da Marisa Monte e ainda estou me acostumando, já que ela fez trabalhos melhores. Comprei um cd do Cordel do Fogo Encantado que é uma maravilha. Um dvd que registra um show da primeira turnê do Pink Floyd sem Roger Waters que dispensa comentários. Zooropa, que eu ainda não tinha e que, para mim, é um dos três melhores discos do U2. E uma coletânea da carreira solo de Morrissey. Tiveram outros, mas... bom, este post está tão desinteressante que prefiro parar por aqui...

Para ver meus textos no www.catanduvanarede.com, basta que entrem no site, procurem o link "colaboradores" ou "ver todos" e lá, procurem Ivan da Luz. Dia 16 deve sair novo texto.

Continua minha campanha para que vocês conheçam a Sammy: www.sammyinsampa.zip.net

Se, por um lado, fiquei contente com os novos leitores, por outro, me preocupo com os leitores mais tradicionais. Das últimas visitas, vocês foram minoria...



Escrito por Ivan às 19:24:24
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(...CONTINUAÇÃO)

O problema mais grave que o auto-iludido sofre (sem perceber, muitas das vezes) é que o quadro mental e irreal que ele construiu de si mesmo, acaba tornando-se referência para as suas açõies na vida. Algo que cria uma rotina escravizante nos sentimentos, onde se vive as emoções numa faixa considerada de segurança, para que não perca o status do alguém que ele supõe ser e/ou quer que os outros acreditem que ele seja. Ora, se o que pensamos sobre nós determina a imagem que temos de nosso íntimo, quando nosso raciocínio (a respeito de nós mesmos) está distorcido, pelas ilusões que alimentamos, viveremos intensamente sem saber quem realmente somos; sem abrir espaço para nosso autodescobrimento.

Pergunte-se qual a busca verdadeira! A do "eu ideal" ou a do "eu real"?

Desapegar das falsas auto-imagens que fazemos de nós mesmos é trabalho árduo e muito íntimo. Desapaixonar-se do eu idealizado é o mesmo que se autodescobrir, encontrando uma convivência pacífica consigo mesmo e aceitar-se. Ermance sugere que, ao reconhecer uma dificuldade emocional, eu a estude, para combatê-la, através de aitudes repetitivas, razoavelmente involuntário no início; mas que sejam atitudes contrárias às que estou habituado a realizar. Issoé demorado! Afinal estamos falando de desenraizar plantações danosas profundas de nossos corações. Havengo tal desapego, venceremos a condição de refém de nossas emoções perturbadoras, como se estivéssemos num processo de resgate de nós mesmos!

Coragem também é preciso! Afinal, reconhecer uma parte de nós ainda "não reconhecida", pode significar carregar o peso do sacrifício de cuiudar dessa personalidade nova que renasce exuberante.

Não é mesmo fácil fazer as pazes com as imperfeições e conviver com elas, até que consigamos vencê-las.

Não é fácil abandonar as máscaras e aprender a se valorizar, com o respeito que nosso íntimo merece e devemos a ele!

Não é fácil descobrir minhas particularidades, que tornam único, e ainda assim mesmo vivê-las com a gratidão de quem recebe uma graça.

Não é fácil admitir nossos desejos perturbadores, nossas tendências negativas e nosso sentimentos aparentemente indignos de serem compartilhados.

Não é fácil manter vivo o espírito de descoberta dos processos que ocorrem nosso sentimentos, com o estudo necessário de cada um deles, para que o entendamos melhor e, se for o caso, combatê-los na causa, em nós mesmos.

Não é fácil admitir a certeza de que, por semos falíveis, não significa sermos inferiores.

Enfim, não é fácil descobrir nossas qualidades, acreditar nelas e colocá-las a serviço das nossas metas de crescimento.

 

No www.catanduvanarede.com, tem novo e inédito texto meu! Bem light, juro! Comentem lá, ou aqui!

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Sim, estou em CLIMA DE COPA DO MUNDO! Por quê não?



Escrito por Ivan às 14:29:19
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Continuo estudando as emoções! Dessa vez é para um encontro em jullho, na cidade de São Paulo (aqui, inspirado em Ermance Dufaux e Marina Colassant)

Fala-se tanto em enganos (ou mesmo desenganos). Acusamos tanto por sermos iludidos muito frequentemente- as ilusões são como percepções que nos diastanciam da verdade e parece estar relacionada à muitas áreas de nossa vida. A auto ilusão é a pior de todas as ilusões.

Nossas limitações em perceber a origem dos nossos sentimentos, que parecem criar ou mesmo determinar nossos raciocínios, ainda são grandes. Na origem das (auto)ilusões encontramos desejos, culpas, traumas emocionais, frustrações, carências e uma quantidade ainda maior de disposições e tendências íntimas que moldam e/ou gerem nossas emoções aflitivas. Eu já escrevi aqui o quanto é importante reconhecer em nós tais sentimentos negativos, para que, com o estudos deles, saibamos como eles se processam e, principalmente, como extirpá-los de nossos corações. Assim, incorreremos cada vez menos no erro da auto-ilusão.

O iludido nega-se a sentir o mundo, como se mantivesse um mecanismo inconsciente (e emocional) de defesa. Quanto menos atendemos para o reconhecimento de nós mesmos (inclusive de nossas dificuldades e aflições emotivas), mais dificuldades teremos em lidar com nossas emoções. Com isso, o tal mecanismo de defesa se mantém cada vez mais fixo em nosso íntimo. Ou seja, se não buscarmos a libertação de nossas máscaras (sim, pois o auto-iludido esconde-se atrás de uma imagem que criou de si mesmo, para demonstrar algum valor que, embora queira muito, está longe de experimentar), nunca caminharemos para o estabelecimento cada vez mais forte e intocável de nossa auto-estima.

Cada um de nós parece carregar um sentimento de inferioridade. Em uns, ele é maior. Noutros se processam de uma forma. Outros o manifestam de duas ou mais formas. O campo emocional humano é muito vasto. E nossa consciência sempre alerta o que nos é bom ou não em nosso íntimo. Fragilizados que somos (cada um a seu grau, como já disse), criamos muitas vezes um "eu ideal", para amenizar a angústia que sentimos por sermos o que somos- ou termos (um traço de nosso perfil) algo que temos- mas não queríamos ser- ou ter. Criamos esconderijos emocionais. Isso se dá mesmo nas situações mais corriqueiros da vida (quem nunca adicionou uma mentirinha num currículo, por exemplo, ou contou uma vantagenzinha para um colega de profissão?).

A auto-iludido quer acreditar que é algo que queria ser para, no dizer de Marina Colassant, não ralar na aspereza de se confrontar consigo mesmo. É aquilo o que queremos que os outros creiam em nós. Ermance Dufaux traça alguns paralelos conexos e diz que o auto-iludido pode carregar algumas ilusões íntimas. Quando ambicioso, atinge o excesso de seus usos. Quando vaidoso, atinge o escesso de supervalorização, cultivando e pensando ter valores que não verdade são efêmeros. Quando cruel, torna-se um criminoso. Quando astuto, vive a tentar levar vantangem, intrangisentemente. Quando presunçoso, torna-se um arrogante pensando que os outros têm a obrigação de aceitá-lo assim, pois "é seu jeito de ser" e todos lhe devem respeito por isso. Quando culto, ou conhecedor de conceitos de espiritualidade, pode tornar-se um ostensivo.

Espíritas sofrem muito dessa última ilusão. Um resquício do velho hábito religioso de criar estampas pelas quais são reconhecidos os seguidores de seja qual for doutrina... Quantos são os espíritas que agem como se fossem salvadores do mundo, acreditando terem as respostas para todos os problemas da humanidade- embora encontremos pessoas de outras denominações, mesmo científicas, que se comportam semelhantemente; se falo dos espíritas é porque estou no meio deles e são os que mais conheço- sou um, inclusive, para os que ainda não sabiam!

Em poucas palavras, é como se tivéssemos um "eu real" que sempre tentamos ignorar... Essa parte ignorada é a de que queremos fugir. Evidente que o contato com ela nos revela os motivos de dor íntima, mas também abre caminho para a luz que cada um de nós carrega nos corações, às espera de nossa vontade para desenvolvê-la- quando reconhecidas, já que só assim, nos parece claro o incômodo que provoca! (CONTINUA)

 

Caros leitores, eu jamais imaginava que o texto sobre a beleza iria suscitar  tantos comentários extensos! Embora discordantes em alguns pontos, todos se pautaram pelo respeito e fraternidade! Agradeço o carinho de todos.

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Escrito por Ivan às 16:45:22
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BRASIL, Sudeste, SAO VICENTE, PARQUE PRAINHA, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Música, Cinema e vídeo, teatro, leituras, passeios
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