Vertentes de Mim
  6ª REPUBLICAÇÃO

Em abril, o Vertentes de Mim faz aniversário. Por conta disso e até lá, republicarei alguns dos textos que escrevi e mais gosto ou os que mais fizeram sucesso. Não pretendo seguir ordem cronológica. Hoje, republico outro que intitulei "CAMINHO DO CAMPO (inspirado em alguns fragmentos de lembranças...)"

Das mais extensas planícies da imaginação que concebe a alma, estende-se o Caminho do Campo. Campo das emoções, das sensações, das reflexões, das memórias. Nele, repouso por algumas vezes, como que num encontro com tudo o que o meu Caminho do Campo oferece. Sento num banco, abaixo de um grande carvalho, testemunha das lembranças desde as primeiras escolhas. O espaço aberto neste caminho é sempre limitado pelos olhos e pelas mãos, e, cada nova visita, eu posso ver mais longe, às vezes, ou não outras vezes, o que me pede novas estratégias...

Da lentidão e constância que a árvore cresce, o carvalho sempre me lembra que crescer demora. Crescer é como abrir-se à amplidão dos céus, ao mesmo tempo que deitar raízes na terra ("mas como chegar até às nuvens com os pés no chão?", perguntava Renato Russo em uma de suas músicas, embora seja essa uma busca individual), mesmo que a terra seja obscura. Amadurecer autenticamente é ser ambas as coisas; ou seja, estar disponível ao apelo do mais alto céu, mas abrigado pela proteção da terra, que oculta e produz. Tudo isto o carvalho me lembra sempre...

O Caminho do Campo sempre recolhe aquilo que tem de meu em torno dele e dá a cada um dos que o percorrem aquilo o que é seu. As mesmas colinas, as mesmas encostas, sempre e todos os lados, em torno do caminho. O simples vai guardando o enigma do que permanece e do que é grandioso. Visita a cada um de nós inesperadamente, mas necessita de longo tempo para crescer... e amadurecer. O dom que dispensa está escondido na inaparência do que é sempre o mesmo. Deus, dizia um sábio, se manifesta naquilo o que é mais simples, e, descoberta sua presença, o simples se torna intensamente intricado, embora detentor de uma harmonia de origem incomparável..

Do Caminho do Campo ergue-se, no ar variável com as estações, uma serenidade que sabe ser uma ciência sutil. Os que têm recebem-na do Caminho do Campo; e em sua senda cruzam-se a alegria da juventude, da sabedoria e da maturidade; nela se surpreendem mutuamente tudo, porém se insere placidamente numa única harmonia, cujo eco o caminho do campo em seu silêncio leva de um para outro lado. A serenidade precisa para quem se pretende saber, é uma porta abrindo para o eterno que um hábil ferreiro forjou um dia com os enigmas da existência.

Das baixas planícies, o Caminho do Campo retorna da imaginação. Volta da reflexão à realidade. O simples parece-me tornar-se ainda mais simples. O que é o mesmo parece-me desenraizar-se e libertar-se. O apelo do Caminho do campo, parece-me mais calro. A alma que fala? Ou fala o mundo? Ou fala Deus? Tudo parece falar da renúncia que conduz ao mesmo. A renúncia não tira! O homem é por um lado, mas por outro, ele se trona, pelo seu próprio esforço de querer-se bem continuamente. A renúncia dá a força inesgotável do simples. O apelo faz-me novo e a ahabitar uma distante origem, onde a terra Natal me é devolvida...

 

Façam um favor a si mesmos. Conheçam o blog de uma amiga, a Sammy. Ela é nova nesse negógio blogueiro, mas as coisas que escrevem me encantam demais. http://sammyinsampa.zip.net.

Acessem Por Todos Os lados- http://portodososlados.blogspot.com.

Dia 16, estreei como colaborador no www.catanduvanarede.com. Para quem quiser me prestigiar, faça o seguinte: na página de entrada, há um link no canto superior direito. Depois de ler, cliquem (também à direita) no link "fale conosco" e envie uma mensagem. Assim, poderemos medir a satisfação dos leitores.



Escrito por Ivan às 15:38:27
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  5ª REPUBLICAÇÃO

Em abril, o Vertentes de Mim faz aniversário. Por conta disso e até lá, republicarei alguns dos textos que escrevi e mais gosto ou os que mais fizeram sucesso. Não pretendo seguir ordem cronológica. Hoje, republico outro que também não intitulei este que não intitulei.

"Era um fim de tarde de sábado, eu estava molhando o jardim da minha casa, quando fui interpelada por um garotinho com pouco  mais de 9 anos, dizendo:

-Dona, tem pão velho?

Essa coisa de pedir pão velho sempre me incomodou desde criança.

Olhei para aquela criança tão nostálgica e perguntei:

-Onde você mora?

-Depois do zoológico.

-Bem longe, hein!

-É...mas eu tenho que pedir as coisas para comer.

-Você está na escola?

-Não. Minha mãe não pode comprar material.

-Seu pai mora com vocês?

-Ele sumiu.

E o papo prosseguiu, até que disse:

-Vou buscar o pão, serve pão novo?

-Não precisa não, a senhora já conversou comigo, isso é suficiente.

Esta resposta caiu em mim como um raio. Tive a sensação de ter absorvido toda a solidão e a falta de amor daquela criança, daquele menino de apenas 9 anos, já sem sonhos, sem brinquedos, sem comida, sem escola e tão necessitado de um  papo, de uma conversa amiga."

Recebi por e-mail esse pequeno conto. Não saberia dizer se a história é verdadeira, mas sei dizer que é verdade o ensinamento que ela expressa. O que fazemos quando encontramos alguém chorando na rua? A deixamos com seu problema, ou nos oferecemos pelo menos a ceder um lenço de papel? Oferecemos uns minutos de companhia? ATÉ QUE PONTO NOS INTERESSAMOS PELAS PESSOAS QUE GOSTAMOS? Em geral, temo facilidade em nos comunicar com pessoas virtuais, somos gentis, cumprimos promessas, contamos coisas, somos curiosos, passamos horas na internet. Mas, sabemos como foi o dia de trabalho de nossos pais hoje? Como foi a compra no supermercado de nossas mães hoje? Sabemos se eles precisam de nós? No que nos preocupamos se levarmos em conta a vida de nossos irmãos, filhos, pais, esposos, esposas, ou até mesmo a penca de amigos que costumamos dizer que temos? Que tipo de vida procuramos levar? Que tipos de abraços procuramos? Os virtuais? Os reais? Que tipo de relações procuramos manter? As virtuais? As reais? Que tipo de pessoas consideramos nossos amigos? As virtuais que, se não escreverem em nosso blogs, temos um motivo para nos chatear? E as pessoas reais, que participam de nossa vida de uma forma ou de outra, a quem devemos carinho e cafeto, quantas delas sabem os endereços de nossos blogs? O que procuro esconder? O que não quero que digam a meu respeito? O mundo virtual se transformou numa vávula de escape do mundo real, onde, encontro de fato as ocasiões de atestar a intensidade de minhas relações e com elas, me tornar uma pessoa melhor?

Que poder mágico tem o gesto de poder falar e ouvir com dedicação a quem nos procura, ou nos precisa. Quem poder mágico tem o gesto de eu ser ouvido com carinho e atenção, que tanto peço e espero dos outros, mas não o faço, muitas vezes porque na realidade, eu não me disponho a isso. Não sei pedir para o outro algo que eu nem mesmo exercito para ele. O que quero? Quero desenvolver em mim a capacidade de doar o pão novo, compartilhando o pão dos "pequenas" conversas, dos "pequenos gestos" que acolhem e promovem. O pão fabricado no coração de quem acredita nas palavras daquele que disse: "Eu sou o pão da vida!"

Dia 16, na estréia como colaborador no www.catanduvanarede.com.Pelo menos 27 pessoas leram o texto publicado.AGRADEÇO O CARINHO DE TODOS!. Para quem não conseguiu ler, faça o seguinte: na página de entrada, há um link no canto superior direito. Depois de ler, cliquem (também à direita) no link "fale conosco" e envie uma mensagem. Assim, poderemos medir a satisfação dos leitores. Beijos nos corações de todos!

Acessem Por Todos Os lados- http://portodososlados.blogspot.com. Como disse a Calliope (http://www.callianteia.blogger.com.br/), eu escrevo de montão mesmo quando não estou inspirado. Aliás, Carla, aquele erro apontado por você já foi devidamente corrigido.

Façam um favor a si mesmos. Conheçam o blog de uma amiga, a Sammy. Ela é nova nesse negógio blogueiro, mas as coisas que escrevem me encantam demais. http://sammyinsampa.zip.net.



Escrito por Ivan às 17:12:45
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