Vertentes de Mim
  2ª REPUBLICAÇÃO

Em abril, o Vertentes de Mim faz aniversário. Por conta disso e até lá, republicarei alguns dos textos que escrevi e mais gosto ou os que mais fizeram sucesso. Não pretendo seguir ordem cronológica. Hoje, republico este que intitulei de "Desmembramento 1", o primeiro dos cinco textos originários do texto republicado no post anterior!

Penso que, se cada um vive conforme a ótica que tem da vida que o cerca -ou mesmo da vida que vive-, não é difíicil, ao menos no campo intelectual, entender porque sempre encontramos "motivos justos" para sermos aceitos em nossas ações, por piores que elas (as ações) sejam consideradas por outras pessoas. "Todos têm suas prórias razões", como cantava Renato Russo, ou ainda, "sou do tamanho daquilo que vejo", no dizer de Pessoa ou ainda, "vê mais longe a gaivota que voa mais alto", se bem me lembro, lembrou Richard Bach. E, todos, temos carências que nem sabemos nomear, e, consequentemente, não sabemos com elas lidar.

A ótica de vida de cada um tem seus moldes baseados, principalmente nas emoções e na capacidade de reação à situações adversas, pelas quais, todos nós já passamos. As emoções que temos nos norteará em relação às reações que vou ter diante das adversidades. Como as emoções são pessoais e intransferíveis, cabe a mim mesmo cuidar de direcioná-las, utilizando-me de recursos milhares que o mundo me oferece. Posso frequentar uma igreja, me engajar num grupo que defenda causas justas à promoção de valores na vida de outras pessoas, participar de uma atividade terapêutica, ler bons livros e que nos comovam positivamente, e, principalmente, procurar pessoasque se interessam por mim, pelo meu bem-estar, sem esperar que elas adivinhem que delas preciso.

Depositar nossas expectativas emocionais em alguém, é o mesmo que estimular a decepção, o descontrole, a sensação de solidão. É preciso considerar que trazemos, nas profundezas de nossa alma, coisas que gostaríamos de esconder até de nós mesmos. Coisas que nos tiram a tranquilidade da serenidade. O outro não tem a obrigação, nem mesmo o dever de suprir isso em mim. E, muito provavelmente, ele espera que alguém supra suas necessidades emocionais também. É por isso que, cobramos tanto do outro. Daí nasce o ciúme pelo outro. E, passamos a viver em função de alguém, muitas vezes sufocando-o e o impedido de viver suas prórpias experiências.

O outro jamais viverá para mim ou por mim apenas. Mesmo aquele que diz estar sentindo um amor profundo, e por isso, se dedica à ele com maestria, na realidade, está atendendo a uma necessidade pessoal, que é a de ter aliviada a sensação de vazio que, ele pensa, o objeto de seu suposto amor, é o único que pode preencher.

Também não acho que exista alguém que me complete. Mas tenho certeza que há pessoas que me acrescentam, que me fazem sentir mais vivo emocionalmente. Creio que já nasci completo, com todas as potencialidades a desenvolver dentro de mim ("vós sois deuses, e poderão a fazer tudo o que eu faço, até mais", disse o Cristo"), e meus sonhos, ainda que me sejam o móvel para a busca da felicidade, jamais poderão ser trilhados, minando as emoções de alguém, dependentes da expectativa emocional depositada em nele. Compartilhar um sonho, creio, é findamental, não viver o sonho de alguém, ou ainda, querer que o outro viva o meu sonho.

Isso, é claro, jamais significaria dizer que não fomos feitos para vivermos junto de alguém (falo dos vários tipos de relação). Pelo contrário, pois, é no respeito com o outro nas relações, que poderemos encontrar as melhores formas de participar da vida, colaborando com a estabilidade emocional do outro, deixando que ele torne minha estabilidade emocional mais intensa, colaborando, um com o outro na busca da felicidade, sem nos anularmos, mas, nos querendo perto. Um do outro. (continuará...)

Acessem Por Todos Os lados- http://portodososlados.blogspot.com e saibam os discos e dvds que vi e ouvi nos últimos dias. A lista é enorme.

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Tenham paciência. Volto logo que puder. Precisarei fazer uma cirurgia no joelho. Ele dói que é uma beleza. Mas a cirurgia é simples.

Um grande amigo meu, de Guarulhos, o Leandro, reudeu-se ao mundo blogueiro e acaba de por no ar o seu recém criado Blog. O nome é Não Sei Dizer Nada Por Dizer. Acessem: http://naoseidizernadapordizer.zip.net.

Ps.: Tenho a pretensão de entrar nos blogs de todas as pessoas que já visitaram o Vertentes de Mim, mesmo que alguém tenha visitado uma vez apenas.



Escrito por Ivan às 13:50:06
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  1ª REPULICAÇÃO

Em abril, o Vertentes de Mim faz aniversário. Por conta disso e até lá, republicarei alguns dos textos que escrevi e mais gosto ou os que mais fizeram sucesso. Não pretendo seguir ordem cronológica. Hoje, republico este que intitulei de "Só Algumas palavras Jogadas Ao Vento". Este texto, pelo sucesso que fez, deu origem à outros cinco textos chamados "Desmembramentos".

Só alguns pensamentos jogados ao vento
Parece que o exercício de amar a si, para depois amar ao próximo é uma tarefa que exige- para aqueles que se interessam na disposição de amar-, dedicação quase que sobre humana. É que aqui, estamos penetrando no terreno das emoções, terreno impenetrável quando o outro não se abre uma brecha sequer de seu coração.

Desde pequenos somos desvalorizados em nossas emoções, de forma até mesmo inconscinete por aqueles que deveríamos esperar posturas diferentes. Nas famílias, enquanto crianças, ouvíamos muitas coisas que nos desabonavam. "Não faça bagunça, porque você nunca guarda", ou "você só sabe quebrar as coisas, é mesmo um desastrado", ou "você está me deixando maluca, qualquer dia desses ainda quebro seus dentes", "não tirou nota boa? é mesmo um burro..." Um grande desafio para o mundo atual, percebo, é o de os pais precisarem se munir de recursos afetivos-pedagógicos no intuito de dar melhores direcionamentos emocionais aos seu filhos. Fazer uma pequena criança (de 3 anos por exemplo) se sentir amada depois de ela ter riscado toda a parede de seu quarto é exercitar o exemplo de dignidade pela qual somos todos merecedores, se for nosso real desejo.

A criança tem sempre a sensação de que todos sabem o que ela não sabe. Amarrar o cadarço, por exemplo. Todos tem que lhe explicar tudo. Na escola, os professores chegam a se irritar com a nota baixa de um aluno. Quando a nota é boa, ouve-se, no máximo um "não fez mais que sua obrigação". Na puberdade, nós assistimos a telçevisão e vemos pessoas fazendo coisas heróicas(claro que falo de nós, pois já fomos crianças desvalorizadas, não fomos?), onde as mulheres têm a pele maravilhosa, olhos brilhantes e expressivos, os dentes lidérrimos. Os homens têm 1,80m de altura (ainda bem que tenho 1,82, he he), rostos másculos (eu, eu, eu), etc. A auto estima do jovem sofre abalos com as comparações.

As propagandas dizem para termos o que não podemos pagar. A todo momento a mídia comercial nos diz: "se você não tem isso, então é um fracassado". Você consegue ser inteiro, autêntico? Já pensou que as outras pessoas querem ter a falsa sensação de que são melhores que você? Aliás, é tão fácil apontar no outro os defeitos, porque isso nos dá essa sensação falsa também. Cobramos pouco de nós mesmos, mas dos outros... esperamos que alguém nos ligue, que alguém nos convide a sair para um lugar bacana, e esquecemos de participar da vida. Desde que nascemos, parece que somos estimulados a isso.

Mas essa situação nos dispõem menos à aquisição de novos relacionamentos. Ou, se os adquirimos, tendem a ser efêmeros, superficiais, pouco contribuem para nosso crescimento. Daí, para sentir solitário (mesmo no meio da multidão), é um passo, depois que cai a ficha. Se chegamos ao estado crônico da solidão, colocamos a culpa nos outros. Seria possível alguém não se interessar pelo que sou, pelo que tenho enquanto pessoa? Se a resposta for positiva, então, sabemos de novo com quem está o problema e quem deve mudar as ações... Muitas vezes, esse processo se sucede de forma insconsciente. Sentimos a ngústia e nem sabemos como nomeá-la.

Creio que amar a si é reconhecer que tem conflitos que diminuem as alternativas de felicidade pessoal. Gostar de si com os defeitos, as indisposições, as paixões, etc., mas também com as conquistas, com os sonhos, porque cada um de nós é único. Aliás, os sonhos não concretizados são mesmo um convite para a renovação, independente dos outros. Por isso, aqui não cabe queixa ou revolta, a não ser consigo mesmo.

Se feri alguém, o que faço? Pedir o perdão e assumir o compromisso de melhor comportamento já é grande passo. Se não puder pedir perdão, sigo com o compromisso do recomeço feliz. Se eu fui ferido, devo prosseguir sem cobranças, já que estou livre agora. Pois esperar que o outro nos ame, embora seja justo, quase sempre termina em desajustes, tédio, decepção ou cobrança. Se só tenho o afeto que dou, então, eu estou em minhas mãos.

 

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Escrito por Ivan às 17:22:09
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